Um pleito muito difícil


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Governado pelo PSDB desde 1995, com a eleição de Mário Covas no ano anterior, o Estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do País, já está vivendo uma das mais acirradas campanhas eleitorais das últimas duas décadas. Embora a largada se dê a partir de 1º julho, conforme data determinada pela Justiça Eleitoral para a propaganda gratuita em rádio e TV, as ações dos postulantes ao governo de São Paulo já estão em curso, com a definição dos candidatos dos principais partidos. Geraldo Alckmin, nome tucano que postula a reeleição, não deverá ter vida fácil: pelo menos três outros partidos (PT, PMDB e PSD) deverão vir com candidatos fortes capazes de tirá-lo do Palácio dos Bandeirantes.
 
Se as movimentações seguirem o curso normal, conforme se tem visto desde 2013, o PT (que conseguiu retomar à Prefeitura de São Paulo com Fernando Haddad, em 2012) apresenta o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em mais uma articulação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (que conseguiu emplacar sua sucessora, Dilma Rousseff e o ex-ministro da Educação na Capital). Mais uma vez, aposta em um nome ‘virgem’ em processos eleitorais, mas que conta com a alavanca da máquina federal para se sobrepor aos adversários. Padilha traz na algibeira o programa Mais Médicos, que já trouxe praticamente três mil médicos cubanos para engrossar o atendimento em locais mais carentes. Ele se calca na popularidade da presidente Dilma (que busca a reeleição) e neste programa, embora na propaganda eleitoral perca minutos importantes com a redução de alianças.
 
O PMDB, da base do governo em nível nacional, vai para a campanha com o presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, que desde meados do ano passado aumentou a sua visibilidade na mídia, com propagandas exaltando o trabalho da entidade que dirige. Skaf ganhou ainda mais visibilidade ao conseguir, na Justiça, impedir o reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) na Capital do Estado. Uma batalha ganha contra o partido que será um grande adversário contra o atual governador. Ainda não decolou nas pesquisas, mas a propaganda gratuita pode melhorar seu desempenho. Já o PSD trabalha no sentido de apresentar o ex-prefeito da capital, Gilberto Kassab, como candidato. Além disso definiu o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles como candidato ao Senado.
 
E ainda resta o PSB, aliado histórico dos tucanos no Estado, que pode lançar candidato próprio em São Paulo. As pressões do grupo de Marina Silva nesse sentido devem ainda tornar mais difícil a tarefa de Alckmin se reeleger. Com cinco candidatos de partidos fortes, a propaganda eleitoral gratuita será pulverizada e o atual governador terá dificuldades para vencer já no dia 5 de outubro, como ocorreu no pleito de 2010, quando bateu o petista Aloizio Mercadante ainda no primeiro turno. Desta forma, o Estado deverá protagonizar uma das campanhas mais acirradas do País como há muito não se via, possivelmente levando o pleito a ser decidido apenas em segundo turno.
 
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