A polícia procura a família de Abidias José de Souza, de 69 anos. Nascido em Ouricuri, Pernambuco, Souza morreu na noite de sexta-feira no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Franca. Internado no hospital desde o período da manhã com TCE (Traumatismo Cranioencefálico), o idoso teria sido vítima de um suposto atropelamento. A identificação foi obtida com a ajuda da equipe de atendimento da Santa Casa. Até o fechamento desta edição, nenhum parente havia procurado o Plantão Policial para reclamar o corpo.
A história envolvendo Souza começou a partir do anúncio da morte. A Santa Casa informou o Plantão Policial sobre o ocorrido. O investigador Carlos Henrique de Senne, por determinação do delegado plantonista Fábio José Branquinho Pereira, compareceu ao hospital para registrar a ocorrência.
Senne apurou que o idoso deu entrada no Pronto-socorro Municipal “Doutor Álvaro Azzuz” por volta das 8h30 da manhã de sexta-feira como desconhecido. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), de acordo com a ficha registrada no Pronto-socorro, teria socorrido a vítima.
A equipe médica atestou que o, até então, desconhecido, estava com TCE. A remoção para a Santa Casa foi realizada por uma ambulância do próprio PS. Internado no CTI, o idoso não resistiu aos ferimentos e morreu 12 horas após receber os primeiros atendimentos. A identificação foi possível através das cópias da carteira de identidade, CPF e cartão do SUS entregues pela Santa Casa à polícia - a vítima já foi atendida no hospital em datas anteriores.
A informação de que Souza teria sido vítima de atropelamento não foi confirmada pelo Samu. Em contato com a atendente do serviço, Fernanda Cintra, o investigador Senne foi informado que a ficha de atendimento não teria sido localizada.
No boletim de ocorrência, o policial fez constar que a atendente teria dito que, mesmo se conseguisse acesso à ficha, não poderia passar os dados para a Polícia Civil. “Somente com determinação judicial”, teria dito a atendente.
Nas fichas de internações anteriores do paciente constava um endereço na avenida Brasil, Vila Aparecida. Senne esteve no local, mas não localizou o número registrado. Vizinhos foram procurados e alegaram não conhecer a pessoa morta. De volta ao Plantão, o investigador “puxou” a ficha do morto e constatou o registro de boletins de ocorrências em seu nome, com endereços diferentes - a maioria de hotéis em várias cidades. O teor dos históricos dos BOs não foi divulgado.
O corpo da vítima foi removido para o IML (Instituto Médico Legal), de onde após autopsia, foi encaminhado para o SVO (Serviço Municipal de Verificação de Óbito), localizado junto ao Cemitério Santo Agostinho, em razão da geladeira do IML estar danificada.
Caso nenhum familiar compareça para reconhecer o corpo até segunda-feira, a Funerária São Francisco realizará o sepultamento como indigente na manhã do dia seguinte.
A ocorrência será encaminhada nesta segunda-feira ao 1º Distrito Policial.
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