Francanos investem nas lingeries e máquinas de cartão


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Marlete Silva trabalha em fábrica de lingerie da Vila Aparecida, que exporta peças para a Suíça e planeja abrir loja em São Paulo
Marlete Silva trabalha em fábrica de lingerie da Vila Aparecida, que exporta peças para a Suíça e planeja abrir loja em São Paulo
Fundamental no guarda- roupa de qualquer mulher, a lingerie continua em expansão no mercado de confecções em Franca e representa, segundo estimativa da Prefeitura, quase metade das 320 indústrias do setor na cidade, gerando pelo menos 700 postos de trabalho.
 
Ex-funcionária do setor calçadista, Roseli Alves da Silva Chaves resolveu se aventurar no mercado de moda íntima há 14 anos. Fez cursos para se aprimorar na costura e aprender a modelar. Abriu uma pequena empresa na própria casa, com uma produção que começou tímida. “Eram poucas peças. Nem me recordo a quantidade que minha irmã e eu produzíamos por mês”, disse ela.
 
Hoje a empresa de Roseli tem sede própria no Jardim Tropical e com duas sócias produz mil peças ao mês. Seus produtos são desenvolvidos para públicos alvos diferentes, atendendo adolescentes, mulheres adultas e idosas. “Viajamos para São Paulo, participamos de feiras para conhecer as tendências e criamos nossa coleção”, afirma.
 
A empresária afirma que no início das atividades enfrentou problemas com a venda dos produtos, mas depois que procurou orientações do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) conseguiu equilibrar as finanças. “Hoje nossas revendedoras trabalham com a maquineta de cartão. O recebimento é certo”, comemorou.
 
Neiva Aparecida Cintra de Andrade não teve a mesma sorte. Com a ajuda do marido ela confeccionava lingerie que chegava às clientes por meio de sacoleiras. “Levei muito calote e desisti para não perder mais dinheiro.” Mas ela encontrou uma alternativa e há dez anos presta serviço para outra confecção, costurando em média 800 peças por mês.
 
Nos intervalos desse trabalho, Neiva produz alguns conjuntos que expõe na loja de roupas que ela abriu no Jardim São Francisco. “Vendo para as minhas próprias clientes. Assim não deixo de receber”, disse.
 
Incentivos
Segundo o economista da secretaria de Desenvolvimento, Deyvid Silveira, a Prefeitura de Franca investe no setor para incentivar sua expansão através do Franca Mais Moda, projeto que oferece cursos de orientação e fortalecimento do setor que abrange os processos de criação e desenvolvimento de coleções baseados nas tendências da moda mundial.
 
Também abriga quatro empresas do setor na Incubadora de Empresas e realiza a Feira Expoíntima que vende no atacado e no varejo e é uma forma de “divulgar o polo, as marcas, as empresas e fomentar negócios de empresas locais”.

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