Neste domingo a Palavra de Deus continua falando sobre ‘vocação’. A vocação que é missão, e se desenvolve nas atividades que são realizadas no dia-a-dia da vida humana. Vamos aprender os ensinamentos de Deus lendo os textos bíblicos indicados para a primeira leitura, Isaías 8; segunda, 1ª Carta aos Coríntios 1, e evangelho, Mateus 4.
Primeira Leitura — Isaías 8: A leitura de hoje é a mesma que encontramos na noite de Natal. As tribos de Zabulon e Neftali ocupavam a Galileia, a região norte da terra de Israel.
Isaías pronuncia a profecia mais de 700 anos antes do nascimento de Jesus. Está certo de que os exércitos assírios serão expulsos. A luz, para ele, representa um rei, um descendente da família de Davi. Provavelmente se refere ao rei Ezequias. Historicamente, o que acontece? Nada. A luz apareceu só 700 anos após, no começo da vida pública de Jesus. O domínio dos assírios havia sido destruído há centenas de anos, mas a escuridão do ódio, maldade, violência, opressão continuava envolvendo o mundo
Segunda Leitura — 1ª Carta aos Coríntios 1: Paulo está em Éfeso, a capital política e religiosa da província romana da Ásia, lugar de encontro entre culturas do Oriente e do Ocidente. Chega grupo de Corinto, trazendo carta enviada a Paulo. Dizem: “Em Corinto as coisas vão mal: há discórdia e confusão, surgiram partidos que se referem ao nome de um apóstolo, sobre a vida moral, então... é melhor não falar. Nas celebrações eucarísticas cada grupo se coloca no seu canto e não se interessa pelos demais; há inveja, crítica, murmúrios... “ Paulo ouve em silêncio. Depois, indignado, , chama seu ajudante e dita carta a ser enviada àquela comunidade. O primeiro ponto que aborda é o da divisão e dos partidos. Qual era a causa das discórdias? O egoísmo, o desejo de dominar, de se destacar, de impor a própria maneira de pensar aos demais. Paulo diz aos cristãos de Corinto: ‘os apóstolos não são os donos da Igreja, são unicamente servos; não são os salvadores, porque o Salvador é um só, Cristo’.
Evangelho — Mateus 4: O trecho fala da atividade de Jesus na Galileia, relata o chamado dos primeiros discípulos e, por fim, resume o que Jesus fazia. Com o começo da atividade pública de Jesus, diz Mateus, acende-se entre as montanhas da Galileia a luz da qual falou o profeta: ‘O povo que estava imerso nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam na terra e na sombra da morte surgiu uma luz’. Cafarnaum é grande cidade perto do lago, é a capital da Galileia. Não é habitada por israelitas de raça pura. Com esta escolha ele nos mostra que sua luz não está destinada somente aos judeus puros, mas também aos excluídos, aos que estão longe, e até são estes últimos que têm a precedência.
A segunda parte introduz o chamado dos primeiros quatro discípulos. Trata-se, antes, de texto para catequese sobre a vocação do cristão. Jesus está sempre em movimento, não para um só instante. Quem é chamado para segui-lo deve estar consciente que não terá descanso, deverá segui-lo noite e dia, vinte e quatro horas por dia. O objetivo para onde ele se dirige e para onde conduz os discípulos é o dom da vida. A vocação dos primeiros quatro, como descrito por Mateus, é o modelo da chamada de todo cristão. Quando Deus faz ouvir a sua voz, os homens devem responder com prontidão e generosidade.
A terceira parte resume o que Jesus fez em favor dos homens: ensina, portanto é luz para todos os homens; anuncia a Boa Nova, comunica a todos uma palavra de esperança, afirma que o amor de Deus é mais forte que o mal do homem; e cura os doentes. Ele não se limita a proclamar a salvação, mas a realiza com atitudes concretas.
Monsenhor José Geraldo Segantin
administrador diocesano - segantin@comerciodafranca.com.br
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