No dia 14 de outubro de 2013, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) convocou entrevista coletiva em seu gabinete e anunciou medida para tentar reduzir o número de acidentes nas ruas de Franca. Jornalistas e vereadores atenderam ao convite e ouviram que a novidade seria a implantação de lombofaixas nos pontos de maior índice de ocorrências ou de risco em potencial. Trata-se de um dispositivo no mesmo nível da calçada e com pintura diferenciada, na cor vermelha, que atravessará a pista. Ao mesmo tempo em que ajudaria a diminuir a velocidade dos veículos, poderia ser usada como passagem pelos pedestres. Cem dias se passaram, o ano novo chegou e a promessa não foi cumprida.
A medida, que faria parte do programa “Trânsito Melhor”, foi anunciada por Alexandre Ferreira uma semana após a vereadora Valéria Marson, então líder do PSDB, afirmar que ações permitidas pelo Código Trânsito Brasileiro, como implantação de redutores, não eram adotadas em Franca por implicância. “A intenção é implantar nas portas de escolas, perto das UBSs, Centro de Idosos, onde há prática de esportes e praças. Vamos fazendo gradativamente. Pretendemos começar o serviço de imediato”, afirmou o prefeito à época.
Mais de três meses depois, o que seria imediato não saiu do papel. Autor da indicação para que o dispositivo de segurança para evitar acidentes fosse implantado em Franca, o vereador Daniel Paulo Radaeli (PMDB) disse que cobrará providências. “Percorremos a cidade e não vimos nenhuma lombofaixa. Ficou só na promessa. O prefeito não pode anunciar uma obra e não cumprir o que prometeu. Vamos ver o que está acontecendo. Temos que pensar no pedestre e melhorar a acessibilidade em todos os sentidos.”
O secretário municipal de Segurança, Sérgio Buranelli, responsável pela Divisão de Trânsito do município, disse que as faixas elevadas ainda não foram implantadas por questões financeiras. “A Prefeitura não se esqueceu não. Está tudo esquematizado e os locais que vão receber as lombofaixas definidos. Estamos viabilizando os recursos e a obra será feita.” Em princípio, a construção será em 13 travessias de maior risco. A primeira delas no Jardim Luiza, onde a garota Dryelly Motarelli, 6, morreu após ser atropelada em dezembro.
O Código de Trânsito estabelece regras e só permite a instalação deste tipo de lombadas onde não circulem linhas de transporte coletivo, nos trechos que exigem velocidades de até o máximo de 20 km/h e cujo risco de acidentes é maior.
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