Os números da metrópole


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A capital paulista comemora 460 anos neste fim de semana (25 de janeiro). Os números da maior cidade brasileira impressionam até mesmo quem vive nela há anos ou se acha familiarizado com o seu gigantismo. Segundo o IBGE, 11.513.836 de pessoas residem em seu espaço de 1.521 quilômetros quadrados. É uma das cidades mais globalizadas do planeta. Seu PIB representa 11,5% da riqueza brasileira. A população representa 27% do Estado e 6% do país. Em 2030, segundo a Fundação Seade, a expectativa é de que o município alcance 12.242.972 habitantes. Para isso, haverá um incremento anual de 45.571 pessoas. Mas o crescimento não será uniforme: haverá decréscimo populacional em regiões como a do Alto Pinheiros e Santana.
 
Os congestionamentos nas avenidas e marginais são uma marca negativa da capital paulista. E não há perspectiva de melhora. “O destino do usuário de carro é ficar cada vez mais preso no trânsito”, disse o secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, em entrevista ao blog SmartCidade. Segundo ele, a tendência é aumentar a velocidade do ônibus, diminuir a do carro e aumentar a presença da bicicleta como meio de transporte compartilhando espaços com o automóvel. 
 
Um dado importante é a idade média da população paulistana, que passará de 34,71 anos em 2014 para 39,08 anos em 2030. As áreas “mais jovens” da capital estão situadas atualmente em bairros menos nobres como o Jardim Ângela e Parelheiros. Cerca de 20% da população é formada por jovens, mas até 2030 haverá uma inversão: essa participação corresponderá à faixa com mais de 60 anos. 
 
Efeito Kiss: O incêndio na boate de Santa Maria (RS) há um ano, no dia 27 de janeiro de 2013, desengavetou projetos na Assembleia Legislativa de São Paulo. Uma das ideias é criar um Código Estadual de Proteção contra Incêndios e Emergências para classificar edificações de acordo com suas características arquitetônicas e tipo de ocupação. Seria o passo inicial para medidas de restrição, prevenção, detecção, alarme, escape e socorro. Além disso, poderá ser criada a Política Estadual de Segurança Contra Incêndios para reduzir o tempo de resposta nas solicitações. Outro projeto propõe tornar obrigatória a oferta de máscaras de fuga nos edifícios e empresas. 
 
Lei da física: Caminhoneiros preveem que haverá maior concentração de caminhões nas estradas em função do sistema de pré-agendamento nos portos de Santos e de Paranaguá. Enquanto os terminais implantam sistemas para evitar filas de veículos ao seu redor durante a safra, os congestionamentos serão transferidos para o Interior do País, prevê a revista Carga Pesada.  “As filas só estão mudando de lugar”, afirma um dirigente sindical do setor. 
 
Peixes e o meio ambiente: Desde 2o10 o Instituto Biológico de São Paulo realiza pesquisas em parceria com a Embrapa, financiadas pela Fapesp, para avaliar a presença de herbicidas utilizados no plantio da cana-de-açúcar em tanques de produção de peixes. Os produtos químicos podem ser levados pela chuva, penetrar no solo e atingir o lençol freático. Pesquisadores esperam com isso colaborar com as agências reguladoras na determinação das concentrações máximas dos produtos.
 
De olho nas eleições: Os candidatos às eleições este ano estão cautelosos e fazem o que podem na esfera judicial para evitar o enquadramento na Lei da Ficha Limpa. A lei foi resultado de grande mobilização popular após receber assinaturas de 1,3 milhão de brasileiros. Sancionada em junho de 2010, foi aplicada pela primeira vez nas eleições municipais de 2012. São 14 hipóteses de inelegibilidade que podem render aos infratores oito anos de afastamento das urnas como candidatos. 
 
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br

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