Oração


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Perguntou-nos um leitor: ‘Se Deus sabe tudo o que vai acontecer, para que orarmos?’ Baseados na Doutrina Espírita, respondemos que a oração serve para pedir, agradecer ou louvar, e, jamais, ter na súplica, sua única finalidade. 
 
Orando sinceramente, colocamo-nos em sintonia com as forças que governam a vida, segundo os desígnios divinos. Sem oração, ficamos como que blindados às benesses que nos socorreriam. Assim, não é Deus que precisa das nossas preces, mas, nós é que precisamos sintonizar-nos com os planos superiores, a fim de recebermos o amparo de que carecemos. Infelizmente, nas nossas orações, ainda não sabemos nos dirigir a Deus. 
 
Foi por isso que os discípulos de Jesus pediram-Lhe que os ensinasse a orar. E o Mestre ensinou a ‘Oração Dominical’, ou ‘Pai Nosso’, a mais perfeita síntese oratória que se conhece. Nela, a um só tempo, são aplicadas todas as etapas citadas e indispensáveis. 
 
Ordinariamente, pensamos que oramos, quando, na verdade, usamos de um palavrório repetitivo, que muito fala e nada diz. 
 
Quantas expressões elegantes e formais não se ouvem, sem que se diga uma só palavra, ausentes a sinceridade e a emoção? 
 
Fala-se com a boca, sem que participe o coração caridoso. Jesus nos advertiu: ‘Não são os que dizem Senhor, Senhor, os que entram no Reino dos Céus, mas, os que fazem a vontade do Pai!’ 
 
São dispensáveis fórmulas preestabelecidas. Algumas poucas palavras podem conduzir-nos o sentimento, mas, repetimos, a mais bela expressão oratória que podemos proferir, de maneira a nos credenciar para o atendimento às nossas necessidades é a que nos ensinou Jesus. 
 
Mas, não nos iludamos. É fundamental a observância da Lei do Merecimento que, implacável, não vê quem não merece. E merecimento é a combinação de fé inquebrantável (raciocinada), conduta reta, trabalho no bem e incondicional disposição para o perdão.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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