Recebi, esta semana, do amigo e leitor Mirto Felipin, ponto de vista sobre o novo portal GCN.net, considerando-o ‘muito tecnológico’ e confessando-se ainda não totalmente iniciado em certos conceitos ‘do internetês’. Compreendo-o. Não é só ele. Em bancos, tem gente que não abre mão em ser atendida ‘por gente’. Caixa eletrônico? Nem pensar.
Pois é, caro Mirto. Não há nada mais permanente que a mudança, e a frase não é minha. É de Heráclito, filósofo que viveu lá pelos idos de 504 a.C., o que permite concluir que o ser humano sempre resistiu ao novo, mas, adaptou-se, não sem sofrimento. É questão de enfrentar, dar o primeiro passo. Há comercial de tv que mostra idoso, estimulado pelo neto, vencendo o medo de andar de skate. A expressão de felicidade de seu olhar indica a capacidade humana de suplantar obstáculos. Basta determinar-se. O filme, boa ideia do pessoal do Gelol, está disponível em http://www.youtube.com /watch?feature=player_embedded&v=pwWQfZqYLQs.
Vou ao tema de hoje: apesar da dificuldade de compreender as novas mídias, ter ou não ter informação é essencial? É. Essencial e determinante! Quem tem, e adquire de fontes confiáveis, no momento certo, alcança vantagens competitivas e faz diferença em seu meio social. Quem não tem, perde oportunidades.
Este é um ano crítico quanto à questão. Ter informação adequada fará diferença na hora de votar. O problema é você informações aos borbotões, a factual e relevante, e a factoide,comprometida com o interesse político e pessoal dos de sempre. Escolher com adequação é o desafio. Parte do segredo é escolher bem a fonte. A outra parte, essencial, é debater. É do contraditório que surge a luz.
Para ajudar a dar visibilidade ao debate, cá estamos nós, do GCN, oferecendo espaço. Aqui, pontos de vistas divergentes são aceitos como capazes de fazer pensar e produzir consciência crítica. Na prática, o portal GCN e a seção de Cartas do Comércio impresso, são tribunas que você pode usar.
A forma para participar é simples. Vale carta postada nos Correios, mas vale, especialmente, pela velocidade que proporciona, usar o portal ou endereçar e-mail direto ao jornal — falecomocomercio@comerciodafranca.com.br. Como? No portal GCN.net está a edição diária do jornal. Você lê, e, querendo, usa o campo ‘COMENTE ESTA NOTÍCIA’. Também tem a chance de ler pontos de vistas de outros leitores, e contrapropor ideias. Evite palavrões, denúncias sem comprovação, linguagem chula, imputação de crimes. Os comentários inscritos no portal também são conferidos em tempo real pela Editoria de Opinião, que publica a seção ‘Cartas’ do jornal impresso, todos os dias. A atenção com os comentários enviados ao GCN é focada, integral. Do pensamento dos leitores nascem debates, pautas novas, abordagens complementares.
Políticos e autoridades públicas de todos os níveis acompanham tudo com regularidade. Empresas de clipping, contratadas por empresas e homens públicos para seguir e reunir o que deles se diz e se publica, também. Os comentários também são lidos por estudantes em salas de aula, apoiados por professores que os motivam a analisar e a dizer o que pensam. Mesmo com tanta informnação, tem quem continua votando pela obrigação, elegem e reelegendo profissionais da política que gostam das benesses e mordomias, e fazem, ‘em pagamento’ leis que tornam este país, o paraíso da impunidade. Como levá-los a reconhecer o dano que causam a si próprios e à sociedade tem que ser o papel primordial de cidadãos antenados, preocupados com o rumo que o país está tomando. Se você pensa algo a respeito, manifeste-se, mas o faça corajosamente. Enquanto estivermos amedrontados, ou ‘sem tempo ou ocasião para sentar-se e escrever’, só bandidos e legisladores espúrios continuarão se beneficiando. Em suas cabeças, se a sociedade não se manifesta é porque está de acordo, ou conivente.
Luiz Neto
jornalista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br
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