A madrugada de ontem foi terrível para dois empresários e cinco de seus funcionários. Os patrões terão que lidar com um prejuízo que deverá ultrapassar os R$ 400 mil. Já os empregados serão obrigados a conviver com o trauma de ter uma arma apontada em sua direção e ficar trancado durante horas esperando por socorro. Ninguém foi preso.
Um dos casos ocorreu por volta da 1h30, em uma fábrica de solados no Distrito Industrial. Uma hora depois de uma empresa que armazenava couro e está instalada à beira da rodovia Tancredo Neves, que liga Franca a Claraval ter sido invadida. Nesta última, três funcionários finalizavam um carregamento de couro, quando foram surpreendidos por oito bandidos encapuzados e usando roupas pretas. Ameaçando matar quem não cooperasse, eles rapidamente renderam os empregados e os colocaram dentro do caminhão em que estava sendo carregado o couro. Para garantir que ninguém deixasse o local e chamasse a polícia, os assaltantes usaram uma empilhadeira para bloquear a porta. Em meio a gritaria e ameaças, as vítimas conseguiram ver que três dos oito rapazes estavam armados com uma pistola e dois revólveres calibre 38.
Sem ninguém para interferir e em um local completamente isolado, os bandidos tiveram tempo para pegar tudo o que quisseram. Foram contabilizados 10 mil metros de couro camurça, um caminhão Ford F4000 fabricado em 1977, uma Honda CB 300r de 2011, uma Honda CG Titan de 2004 e R$ 120 em espécie. O valor total do prejuízo não foi informado pelo proprietário. O montante total pode ultrapassar os R$ 300 mil. “É uma coisa difícil de aceitar. Todos os funcionários estão muito nervosos e com medo. Por sorte, ninguém se machucou, mas trabalhar com essa sensação de medo é uma coisa muito complicada”, disse um representante da empresa, que preferiu manter o anonimato.
Investigadores do 3º DP serão os responsáveis pelo caso. A perícia já foi convocada para encontrar provas e tentar explicar o motivo pelo qual o alarme do galpão de couros não disparou durante a ação dos bandidos.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.