Nicho mal explorado


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No dia 24/01/1923 foi assinada a Lei Eloy Chaves, que criou a Caixa de Aposentadorias e Pensões para os empregados das empresas ferroviárias. 
 
Convencionou-se ser este o marco inicial da Previdência Social brasileira e, por isso, completa hoje 91 anos de existência. 
 
Além do aniversário da Previdência Social, também se comemora hoje o Dia do Aposentado.
 
São mais de R$ 31 milhões em benefícios pagos todo mês pelo INSS. A economia de muitas cidades sobrevive graças à renda mensal de aposentados. 
 
No último dia 07, divulgou-se que em 3.996 municípios brasileiros o pagamento de benefícios da Previdência Social ultrapassou os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). 
 
Isso representa 71,8% do total de cidades. O dinheiro pago pelo INSS mantém a segurança social de milhões de famílias e redistribui a renda no país.
 
Em outras palavras, quem trabalhou pelo desenvolvimento do país e hoje se encontra aposentado, não perdeu importância no crescimento e desenvolvimento da sociedade. 
 
Embora notória e relevante a participação dos aposentados, o nicho continua mal explorado em termos de negócios. 
 
O país está envelhecendo, e serviços especializados para este público são, cada vez mais, necessários e urgentes. O número de aposentados que fica em casa, se reduz. 
 
Estão mais ativos, e um leque de oportunidades de negócios se abre para o segmento.
 
Alguns setores apresentam o ‘home care’ (cuidadores e acompanhantes de idosos), cursos de capacitação (como o de línguas), ginástica e hidroginástica, lazer e turismo, imóveis e condomínios etc. Há, ainda, boa parte que quer se reinserir no mercado, em razão da disposição física e conhecimento que possuem. Estudos apontam que em 2025 o país terá mais idosos que crianças. Será que até lá o mercado estará preparado para eles?
 
Tiago Faggioni Bachur
Advogado, especialista em Direito Previdenciário)
 

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