Franca cria 9 vagas de emprego por dia, segundo Caged


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Foto de arquivo mostra fábrica de calçados: 2013 foi ‘extraordinário’, disse presidente do Sindifranca
Foto de arquivo mostra fábrica de calçados: 2013 foi ‘extraordinário’, disse presidente do Sindifranca
O ano de 2013 terminou com saldo positivo em Franca no que se refere à geração de emprego. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), pertencente ao Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que nos 12 últimos meses a cidade criou 3.341 vagas de trabalho com carteira assinada. A média foi de nove novos contratados por dia.
 
Apesar do resultado favorável, o último ano foi pior que 2012. Naquela ocasião, a diferença entre as contratações e as demissões foi de 4.965 vagas geradas. O desempenho, porém, foi melhor se comparado aos números de 2011, quando o ano fechou com 2,6 mil novos postos de trabalho.
 
O volume de empregos, no entanto, teria sido mais satisfatório se dezembro não tivesse encerrado com saldo negativo, motivado principalmente pela sazonalidade do setor calçadista. “As demissões de dezembro na indústria calçadista ainda existem, mas já está menor. Como há falta de mão de obra qualificada, muitas empresas desistiram de demitir para não perder o trabalhador”, explicou o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto.
 
Segundo ele, se analisar somente os empregos da indústria de calçados, 2013 foi “extraordinário”. O ano fechou com mais de 28 mil trabalhadores com carteira assinada, a melhor média dos últimos 12 anos. Foram 28.496 empregados contra os 27.279 registrados no ano anterior.
 
“Tivemos um mercado interno aquecido e, consequentemente, uma produção alta. Com isso, a requisição de mão de obra não parou. As fábricas geraram vagas o ano todo”, disse o sindicalista.
 
A oferta de emprego não esteve em alta somente na indústria. No setor comercial, Franca também teve um comportamento que agradou, graças às dezenas de vagas criadas com abertura de novos estabelecimentos. Entre eles, a segunda loja Tonin Superatacado e a Havan, que juntas geraram mais de 300 postos de trabalho. “Tivemos muitas vagas. Foi uma média de 15 vagas por dia para diferentes cargos, que vão desde gerente, coordenador até auxiliares. E as oportunidades eram para candidatos com e sem experiência”, disse a analista de recursos humanos Sara Marques, da empresa RHDP Consultoria.
 
Serviços
O setor que atrapalhou para um melhor desempenho de 2013 foi o de serviços. Em dezembro, o segmento fechou 675 vagas ficando um saldo anual de apenas 715 postos gerados no ano passado contra os 1.464 de 2012.
 
Para o professor da Faculdade de Economia da USP, Rudinei Toneto Júnior, a queda é justificada pela estabilidade da renda e o aumento da inflação. “Como a renda parou de crescer e a inflação subiu, os serviços ficaram mais caros. Com esse custo alto, a demanda caiu e o setor parou de contratar e começou a demitir.”
 

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