Perícia aponta hemorragia como causa da morte de Luara Ribeiro


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Foto de arquivo mostra homenagem de familiares e amigos de Luara em frente à Santa Casa, no último dia 15, após a missa de 7º dia
Foto de arquivo mostra homenagem de familiares e amigos de Luara em frente à Santa Casa, no último dia 15, após a missa de 7º dia
O IML (Instituto Médico Legal) de Franca concluiu ontem o laudo a respeito da morte da jovem Luara Prieto Ribeiro, de 25 anos. O exame assinado pelo médico legista Mauro Tosi Maniglia aponta uma hemorragia interna como causa da morte.
 
Luara morreu no último dia 7, depois de passar oito vezes pelo Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” e ser duas vezes internada na Santa Casa de Franca, onde passou por duas cirurgias que teriam sido feitas por causa de uma suposta infecção urinária. No atestado de óbito fornecido pelo hospital, Luara teria morrido por causas naturais. O documento foi contestado por sua família, que registrou boletim de ocorrência de morte suspeita.
 
Um inquérito policial foi aberto para apurar o caso. O delegado Luiz Carlos da Silva, responsável pelas investigações, solicitou que fosse feita uma perícia no corpo de Luara para apontar o que teria causado sua morte. O resultado foi divulgado nesta terça-feira. 
 
De acordo com o documento, ao contrário do afirmado pela Secretaria Municipal de Saúde, o corpo de Luara não tinha indícios de infecção ou a presença de qualquer secreção purulenta (pus). 
 
O médico confirmou que a jovem passou por duas cirurgias. Também relatou que dois terços do intestino dela haviam sido retirados por cirurgia assim como sua vesícula e que inúmeros coágulos foram encontrados em seu estômago, fígado e intestino. O legista ainda afirmou que seus rins estavam em condições normais.
 
Para o pai de Luara, Silson Ribeiro, o laudo do IML reforça as suspeitas da família de que houve erro médico no atendimento da jovem. “Disseram que ela precisava de uma cirurgia para retirada do pus causado pela infecção que teria atingido os rins, mas o exame feito no corpo da Luara aponta que não havia indícios de infecção. Para mim, isso chama muita atenção.”
 
O pai da jovem disse que está acompanhando as investigações feitas pela polícia. “Eu já prestei depoimento contando tudo o que se passou. Conversei com o delegado Luiz Carlos e ele me disse que agora deve ouvir os médicos e estudar os documentos relativos ao caso.”
 
O Comércio procurou o delegado para saber detalhes do inquérito, mas ele não foi encontrado. 

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