O ser humano sempre teve medo das tempestades. E com razão. Raios são violentas manifestações da natureza. Em uma fração de segundos, eles podem produzir carga de energia tão alta que chega a milhões de volts. Isso representa choque fortíssimo. O raio se forma quando partículas de gelo e água, que estão dentro de uma nuvem, colidem e trocam cargas elétricas. Em certo momento tantas partículas se batem que ocorrem as descargas elétricas dentro da nuvem. Algumas saem fora e passam a outra nuvem. Ou então, atingem o solo. Também pode acontecer de as nuvens atraírem cargas do solo. Aí o raio sai do chão e sobe ao céu. O cientista Benjamim Franklin identificou o fenômeno em 1750, quando pesquisava a eletricidade.
Um raio dura em média meio segundo e sua intensidade varia. Algumas regiões do planeta têm tendência para maior formação de descargas elétricas. É o caso do Brasil. Vivemos no país onde mais caem raios.
Desde que Benjamim Franklin descobriu a eletricidade e o raio, foram criados vários dispositivos que protegem contra essas destruidoras descargas elétricas. O mais conhecido deles é o para-raios, invenção do próprio Franklin. Ele evitou milhares de mortes desde então. Mas pelo menos uma centena de brasileiros morrem vítimas de raio a cada ano.
Medidas preventivas podem ser tomadas para que as pessoas se mantenham mais seguras. Conheça alguns comportamentos que devem ser adotados durante tempestades. Evite ficar próximo de condutores de eletricidade, tais como antenas, água, materiais elétricos, etc. Evite lugares abertos durante as tempestades. Não tome banho enquanto houver perigo de formação de raios, pois no caso de uma descarga de alto potencial a água pode conduzir energia elétrica. Não use o telefone. Desligue aparelhos de suas tomadas. Se estiver no campo, nunca se abrigue debaixo de árvores. Se estiver na praia, saia imediatamente o mar.
Curiosidades
60 milhões de raios atingem o solo brasileiro todos os anos; são quase dois por segundo.
Relâmpagos chegam a medir 48 km de largura, mas sua espessura é menor que uma polegada (1,25 cm)
Trovões são percebidos depois dos relâmpagos porque a luz (aproximadamente 300 mil km/segundo) chega a nós mais rápido que o som
A intensidade do som de um trovão pode chegar aos ouvidos humanos como 120 decibéis, mesmo volume no palco de um show de rock.
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