Vizinhos fazem abaixo-assinado contra o Centro Pop na avenida Hélio Palermo


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Morador de rua pede esmola próximo ao Centro Pop: vizinhos se dizem coagidos pelos pedintes
Morador de rua pede esmola próximo ao Centro Pop: vizinhos se dizem coagidos pelos pedintes
O Centro Pop (Centro Especializado para População em Situação de Rua) continua sendo motivo de preocupação para as pessoas que moram ou possuem estabelecimentos comerciais próximo ao local, localizado na avenida Hélio Palermo. Diversas reclamações já foram registradas, mas até o momento o poder público municipal não tomou, segundo os moradores, as providências para solucionar o problema. Diante da difícil situação, os vizinhos resolveram formalizar o pedido de transferência do Centro Pop através de um abaixo-assinado que circula desde o dia 18 de dezembro. A previsão é que o documento seja entregue na próxima semana à Prefeitura. (VEJA O VÍDEO)
 
De acordo com moradores e comerciantes, a permanência dos usuários do Centro Pop é constante na região. Mesmo após o fechamento do órgão, eles permanecem abordando consumidores, pedestres e motoristas. Na maioria das vezes, segundo os vizinhos, aqueles que não “colaboram” são ameaçados. “A vizinhança toda está muito insatisfeita. Moro aqui há cinco anos, mas desde que o Centro inaugurou (em setembro do ano passado), eu e minha família perdemos o sossego e a liberdade. Aqui na porta da minha casa, eles sentam para comer, dormir, usam drogas... Até meus familiares assinaram o abaixo-assinado, porque eles têm medo de vir me visitar. Já reclamamos várias vezes e eles (a Prefeitura) falam apenas que as devidas providências serão tomadas. Mas quais são essas providências que a gente não vê eles tomando?”, reclama a vizinha do local, Talita Silveira.
 
Os comerciantes também estão empenhados no recolhimento das assinaturas. Diversos estabelecimentos na avenida estão responsáveis por reunir assinaturas. “Tivemos que fazer adaptações e reformas para tentar inibir as ações dos usuários do Centro Pop. Antes, o estacionamento não era fechado, então eles vinham para cá e faziam de tudo. Tivemos que gastar para tirar eles daqui. Não tinha condição de abrir portas no outro dia antes de lavar tudo”, disse o gerente Erick Gonçalves. “Estamos aqui há três anos e nunca tínhamos tido problemas, mas em dezembro fomos roubados. Acabou o sossego”, completou.
 
Outro lado
O Comércio tentou contato com a secretária municipal de Ação Social, Gislaine Peres, mas ela não atendeu as ligações. Recentemente, ela comentou o caso e informou que já está em busca de recursos para tentar mudar a sede do Centro Pop. “Não posso falar que vamos tirar (o Centro Pop) dali e colocar em outro lugar. Não encontro prédio, mas já protocolei no Governo Federal pedindo recurso para a gente construir uma sede própria para o Centro Pop em uma área institucional, mas isso demanda tempo.”

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