Redução da jornada de oncologista preocupa pais de pacientes


| Tempo de leitura: 2 min
A pespontadeira Adélia de Lima Queiroz e seu filho Guilherme Queiroz Cunha, que é paciente da área pediátrica do Hospital do Câncer
A pespontadeira Adélia de Lima Queiroz e seu filho Guilherme Queiroz Cunha, que é paciente da área pediátrica do Hospital do Câncer
A redução na carga horária de atendimento do único médico oncologista pediátrico do Hospital do Câncer de Franca tem gerado insegurança nos pais de pacientes em tratamento no local. A partir do dia 1º de fevereiro, em vez de estar presente em dez turnos ao longo de toda a semana, o especialista só atenderá em quatro. 
 
A mudança, que começou a ser executada de modo preparatório nesta semana, está sendo encarada pelos pais como uma imposição da instituição, que desde o ano passado é administrada por um comitê gestor com participação do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). O médico, o oncologista Reynaldo José Sant’Anna, nega qualquer determinação e diz que o pedido de redução da carga horária tem motivação pessoal. (VEJA O VÍDEO)
 
Uma das mães preocupadas com a não presença do médico de segunda a sexta-feira é a pespontadeira Adélia de Lima Queiroz. Seu filho Guilherme Queiroz Cunha faz tratamento com Sant’Anna há três anos e já se acostumou com a dedicação e o atendimento prestado. “A maior preocupação é se acontecer alguma intercorrência com ele fora de horário ou no fim de semana, quando chegarmos no plantão da Santa Casa, quem fará o atendimento e todo acompanhamento posterior será um plantonista, que não é especialista em câncer.” Guilherme foi diagnosticado com um tumor na panturrilha direita quando tinha 15 anos.
 
Antes do anúncio da diminuição de turnos, quem fazia o acompanhamento nos plantões - mesmo à distância - era Sant’Anna. “Ele sempre se colocou à disposição, se fazia presente. Agora não sabemos como será. Por melhor que seja o pediatra, não é da área dele atender um paciente com câncer”, disse a dona de casa Gisele Silva Santos Faria, mãe de uma criança de 9 anos com leucemia.
 
O sapateiro Cláudio Medeiros Silva, pai de outra paciente também com leucemia, disse que nem o médico e muito menos a instituição deu uma justificativa sobre o porquê da redução nos atendimentos e do não acompanhamento. “Minha filha foi internada no sábado e na segunda-feira ele passou somente como um visitante. Antes era diferente. Quem está acompanhando ela é uma pediatra e ninguém falou por quê.”
 
Segundo pais dos pacientes, o médico não poderia falar sobre o assunto por ética, já o hospital não teria se pronunciado.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários