Poucas pessoas conseguem ter estabilidade financeira por muito tempo. É preciso ser previdente e saber que problemas acontecem. Manter uma poupança, previdência ou qualquer tipo de reserva financeira é de suma importância, porém, é questão comportamental. A falta de uma base, de começar a prática de poupar desde criança, interfere na responsabilidade dos adultos quanto aos seus gastos. Costumamos recomendar reserva de, pelo menos, seis meses de salário para fazer face a eventualidades adversas, como a perda do emprego.
A atitude de quem gasta tudo o que ganha é comparável às formas mais cruas de vício. Para essas pessoas, o prazer imediato é mais importante. O consumismo, a sofisticação no vestir, no comer, no viajar etc., corroi finanças desnecessariamente. Quem é realmente elegante, bem educado, tem guarda-roupas com poucas peças, clássicas, de bom gosto, e as repete sem problema.Inseguras e vaidosos têm guarda-roupas abarrotados e nunca sabem o que vestir.
As pessoas precisam ser mais modestas e pensar que poderiam viver com renda menor. É preciso ter criatividade, dedicação para pesquisar preços mais baixos, inteligência para fazer substituições econômicas e integridade para assumir perante família e amigos, orçamento condigno. Tem que distinguir, entretanto, despesas, de investimentos. Despesas proporcionam retornos de curtíssimo prazo. Investimentos são perspectiva de retornos de longo prazo. Os conscientes direcionam gastos mais para investimentos do que para despesas.
Gasto pessoal é, então, questão de estilo, educação e consciência. Ninguém é mais feliz por consumir coisas melhores, mais sofisticadas ou mais caras. A felicidade também está nas pequenas coisas que nos dão prazer. Se você gasta tudo o que ganha, ou até mais, está na hora de repensar.
Giuliano Barbato Wolf
CEO da Advanced Design in Management S.A.
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