Prefeitura estuda a revitalização na Gosuen


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Fabiana Aparecida Silva mostra lixo e muro levado por enxurrada após chuva na Vila Gosuen
Fabiana Aparecida Silva mostra lixo e muro levado por enxurrada após chuva na Vila Gosuen
O período chuvoso é tempo de preocupação para as famílias que vivem na Vila Gosuen. O medo é consequência de experiências vividas por uma boa parcela dos moradores que possuem casas erguidas sobre terrenos instáveis sujeitos a inundações e erosões. O problema parece ter chamado a atenção do poder público municipal. Segundo o secretário de Planejamento Urbano, Nicola Rossano, a Prefeitura tem a “intenção” de revitalizar o local assim como vem fazendo no entorno do córrego Engenho Queimado, na Vila São Sebastião.
 
O secretário comenta a possível revitalização com cautela para “não criar falsas expectativas”. “Vamos tentar buscar este recurso. Basicamente, é o mesmo trabalho que está sendo feito lá no Engenho Queimado. Na Vila Gosuen existe um problema de captação de água pluvial. Toda aquela contribuição que vem de cima, do Redentor, Santa Terezinha, desce ali. A galeria é muito boa, mas a rede precisa ser redimensionada.”
 
O projeto prevê também a inserção das famílias no Minha Casa, Minha Vida e uma integração social dos moradores da Vila Gosuen, bairro conhecido como “Puxa-faca”. “Basicamente, esse trabalho de revitalização da Vila Gosuen é também para as famílias do local. É realizar uma regularização fundiária e ver se a gente consegue melhorar a condição de vida do pessoal. Temos que pensar toda esta situação: regularização fundiária e unidades habitacionais para estas pessoas. O grande problema disso é que ali é irregular e não existe documentação. Mas, apesar disso, a pessoa tem um terreno e uma casa. Desse modo, ela não tem como ser atendida dentro do Minha Casa Minha Vida. Então vamos tentar puxar, mas isso é uma intenção nossa.”
 
Segundo o secretário, a proposta ainda está em fase inicial. “A Secretaria está atualizando o levantamento realizado no local... As famílias precisam ser cadastradas, com o apoio da Secretaria Municipal de Ação Social, para, a partir daí, a proposta ser formalizada junto ao Governo Federal.”
 
Moradores
A comerciante Maria Lenir Siqueira, moradora do local há 33 anos, gostou da possível novidade. “A água invade quase toda a vila. Não tem boca de lobo nas ruas para escoar a água. Começa a chover e a gente já fica atento, mas tem pessoas que, às vezes, não está em casa e perde muita coisa, porque não dá tempo de socorrer. Tomara que esta revitalização saia do papel.”
 
Fabiana Aparecida Silva mora no bairro há três meses, mas já sentiu os prejuízos causados pela precária estrutura do local. “Na penúltima chuva que deu, teve que quebrar o muro da minha casa para a água ter por onde passar. Sem falar no monte de lixo que veio com a enxurrada para dentro de casa. Só fico aqui porque pago barato. Se tivesse outro lugar para ir, eu tinha ido.”

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