A Câmara Municipal ainda não iniciou o ano legislativo e segue de recesso até fevereiro. Mas, os vereadores foram convocados e se reúnem em sessão extraordinária nesta segunda, às 14 horas. A pauta de votação é composta por sete projetos, sendo cinco de homenagens. O primeiro item da ordem do dia concede nome para o viaduto da avenida Alonso Y Alonso com a Champagnat. A obra, avaliada em R$ 20 milhões, é apenas um projeto e não tem previsão de sair do papel. Se um dia for mesmo construído, o viaduto deverá se chamar Osvaldo Bernardini Coral, caso o nome seja aprovado.
Em março, na solenidade de inauguração do viaduto da Major Nicácio, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) anunciou em seu discurso a intenção de construir outro na Champagnat. “Já temos um estudo pronto e agora vamos correr atrás de recursos porque o desenvolvimento de Franca não pode parar”, disse ele à época.
Três meses depois, em junho, quando a população protestava nas ruas de Franca e exigia, entre outras coisas, que o município direcionasse os R$ 20 milhões previstos para a obra para a saúde e educação, Alexandre Ferreira recuou e suspendeu os planos por tempo indeterminado.“A decisão de quando fazer, como fazer e se os projetos estão corretos será tomada quando tivermos o dinheiro para a obra”, afirmou. Desde então, não se falou mais em viaduto.
Foi o vereador Marco Garcia () , autor do projeto que dá nome à obra, que trouxe o assunto à tona. “Osvaldo Coral foi chefe do posto fiscal de Franca, um homem íntegro, fez um trabalho social relevante e deixou um legado de honestidade. A homenagem é justa”, disse o vereador . Integrante do bloco de sustentação do prefeito na Câmara, ele acredita que o viaduto continua nos planos de Alexandre. “Em meados do ano passado, o prefeito me disse que estava guardando verbas dos governos estadual e federal e tinha certeza que iria construir o viaduto. Em função da resposta, decidi apresentar o projeto para homenagear um amigo.”
O prefeito e a assessoria de comunicação foram procurados ontem para comentar a construção do viaduto, mas não atenderam aos telefonemas.
O batismo do viaduto da Major Nicácio causou polêmica. O ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) apresentou projeto para que a obra recebesse o nome de sua mãe, Dona Quita. A então vereadora Graciela Ambrósio (PP) queria que o homenageado fosse o empresário Wagner Garcia. Prevaleceu a vontade de Sidnei.
Cargos e abono
Ainda nesta segunda, os vereadores vão votar o projeto que concede abono de R$ 300 para os servidores da Câmara. Também será discutida a proposta de criação dos cargos comissionados de diretor-geral e diretor-jurídico. O salário é de R$ 3,3 mil e as vagas serão providas por livre nomeação e exoneração da presidência.
É uma aposta de Jépy Pereira (PSDB) para ter sob seu controle os funcionários “rebeldes”. “Não tenho como ficar na Câmara o dia inteiro para cuidar de questões administrativas. A criação das diretorias vai ajudar bastante a tranquilizar o Legislativo.”
Jerônimo Sérgio Pinto, assessor de auditoria e controle da Prefeitura, é cotado para o posto de diretor-geral. Ele seria cedido sem custos pelo município. “Só vou se a cessão estiver dentro da legalidade, se houver concordância entre prefeito e presidente e se não tiver prejuízo nos vencimentos”, disse ele.
A vaga de diretor-jurídico foi oferecida a Denílson Carvalho, mas ele não deverá aceitar. Válter Zarur de Sene, chefe de gabinete no governo Sidnei, é o plano B.
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