Grupos apostam em posse responsável


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É bom lembrar que abandonar um animal é crime previsto em lei federal e o cidadão que testemunhar o abandono pode fazer a denúncia em qualquer delegacia de polícia de posse de informações básicas como local, dia, horário e placa do veículo (se houver). 
 
Em novembro passado, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) promulgou o Código de Proteção aos Animais de Franca, mas para ter real efeito precisa ser colocado em prática. Nele estão especificadas todas as condutas que são proibidas, como por exemplo, agredir os animais ou sujeitá-los a qualquer tipo de ação que cause sofrimento.
 
De acordo com Camila Morais de Freitas, advogada e vice-presidente da Comissão de Defesa e Proteção Animal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca, o Poder Público não disponibiliza verba para nenhuma ONG ou grupo que ajuda animais. “O que existem são grupos de amigos que gostam e lutam pela causa. Eles muitas vezes tiram dinheiro do próprio bolso para ajudar”, disse. A própria Camila, que além de advogada é voluntária em grupos de resgate de animais, já presenciou cenas de abandono de animais. Há algumas semanas o grupo em que ela atua salvou dois cachorros deixados presos em praças da cidade.
 
Os voluntários sempre ressaltam a questão da posse responsável, que evitaria o abandono de animais nas ruas. Quem opta por ter um animal em casa, adotado ou não, precisa ter em mente que esse ato deve ser uma ação responsável. É por isso que o grupo “Bicho Feliz” faz o acompanhamento de suas adoções por 30 dias. “O proprietário precisa saber que também tem responsabilidades. É a posse responsável”, disse Sabrina Macedo, fundadora do grupo.
 
O que ela quer dizer é que o tempo de vida médio de um cachorro é de 12 anos e que neste período haverão férias e feriados prolongados e que, se a família for viajar será necessário levar o cão ou achar alguém para cuidar do animal. “O bichinho precisará ser alimentado e receber água fresca diariamente. Vai querer carinho, atenção e espaço. Será necessário vaciná-lo e dar remédios quando ele ficar doente, mas quando se tem amor de verdade isso tudo é quase nada.”

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