Era o dia do piquenique. Mesmo animados, todos sabiam que a caminhada seria longa.
A tarde foi caindo e perceberam que já era hora de voltar. Porém Liriam virou o tornozelo e a dor forte os impediu de prosseguir no caminho de volta. Renato tentou levá-la nos braços, mas estava muito cansado.
A noite já havia caído, Liriam estava machucada e Renato confuso. Teriam de arrumar lugar para passar a noite. Após andar mais um pouco, viram algumas luzes entre as árvores. Pensaram que seria a cidade. Neste exato momento, avistaram uma casa muito misteriosa.
- Ei, tem alguém ai?! – perguntou Liriam muito cansada.
- Como ninguém respondeu, resolveram entrar. Era uma casa muito antiga e desarrumada. Porém havia alguns colhões e uma mesa. Decidiram descansar. Passado algum tempo, ouviram passos e vozes do lado de fora:
- Quem está em nossa casa? – perguntou um homem com a voz fina.
- Vamos pegá-los? - disse uma mulher com a voz mais fina ainda.
Liriam e Renato nesse momento criaram coragem, pegaram alguma coisa que serviria de arma e saíram correndo pela porta. E quando olharam não viram nada e nem ninguém. Tiveram medo. Resolveram ir para cidade. Desceram duas ladeiras e o clima de mistério tomou o ar. Não viram mais a cidade, e sim vários vagalumes brilhantes. Então, perdidos em uma floresta, com frio e fome, resolveram voltar até a casa misteriosa, que não estava muito distante.
Caminharam quinze minutos até chegar a casa. Lá ouviram muitas vozes de homem e mulher. Pareciam agora mais calmos mas repetiam coisas. Liriam e Renato estavam esgotados. Concordaram em entrar e pedir abrigo.
Entraram de supetão na casa e tiveram a maior surpresa de sua vidas.
Não encontraram um homem e uma milher e sim dois papagaios inofensivos, que haviam aprendido a falar...
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.