Família do Recreio Campo Belo desalojada pela chuva recebe ajuda


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Aviso fixado em janela de casa no Recreio Campo Belo informa a interdição do imóvel: família desalojada recebeu ajuda da Prefeitura
Aviso fixado em janela de casa no Recreio Campo Belo informa a interdição do imóvel: família desalojada recebeu ajuda da Prefeitura

Os estragos causados pelo temporal da última segunda-feira ainda não foram esquecidos pela família da doméstica Lucilei Pereira, 43. A casa de fundos, no Recreio Campo Belo, onde mora com o marido e as duas filhas, foi parcialmente destelhada pela forte chuva e interditada pela Prefeitura na tarde de ontem. Enquanto isso, sem ter para onde ir, a moradora continuou no local com a família. A situação só começou a ser solucionada com a visita de uma equipe da Secretaria Municipal de Ação Social que prestou auxílio à família prejudicada.

Enquanto aguardava auxílio, a doméstica dormiu, cozinhou e até lavou roupa em meios às telhas derrubas pelo vento. A reportagem do Comércio esteve novamente no local ontem e registrou a preocupação de Lucilei antes da visita dos agentes sociais. “Se o pessoal da Prefeitura não arrumar outro lugar para a gente ir vamos ter que ficar aqui mesmo. A Prefeitura veio hoje (ontem) aqui por volta do meio dia e interditou. Disseram que se der outro temporal vai desabar tudo. O telhado da sala já está todo rachado também. Eles foram ver se a assistente social pode nos ajudar com alguma coisa. Precisamos de ajuda.”

A equipe da Secretaria de Ação Social visitou a família no fim da tarde de ontem. De acordo com a secretária da pasta, Gislaine Peres, a casa é alugada e por isso não pode ser reformada pela Prefeitura, porque neste caso o proprietário é o responsável. “Esta família já é acompanhada pelo Cras do Leporace e pelo Creas. A mulher e as duas filhas foram acolhidas, temporariamente, por familiares do Parque do Horto. O marido vai ficar por lá, em um dos cômodos que não está interditado, para vigiar os móveis. Mandamos também cesta básica, porque eles perderam alimentos e os orientamos sobre os programas da Secretaria. Temos, por exemplo, o aluguel social que tem uma série de critérios, mas quem arruma a casa é a família e nós auxiliamos no pagamento do aluguel.”

A visita gerou novas expectativas à família da doméstica. Para Lucilei, o desafio agora é arrumar uma casa e organizar os documentos para realmente ser beneficiada pelo programa da Prefeitura. “Amanhã (hoje) eu ainda volto cedo para cá porque meu marido vai trabalhar e fico cuidando das nossas coisas. Espero que dê tudo certo”

Outros casos
Diversos vizinhos de Lucilei também foram prejudicados, em menor escala, pelo temporal. Muitos estão receosos quanto a situação de suas casas. “Minha casa está toda trincada. É só chover que a água entra. Com o temporal de segunda-feira então inundou tudo. Dá medo de ficar lá dentro. A gente vai na Prefeitura, pede ajuda e eles falam que precisam de um tempo. Depois que cair tudo não adianta mais. Já falei com o secretário, o engenheiro já veio, mas continua do mesmo jeito. Falam que está perigoso morar aqui, mas até agora não virou nada. É um descaso da Prefeitura com a nossa situação.”

O Comércio entrou em contato, na tarde de ontem, com o secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Nicola Rossano, para comentar o caso, mas a ligação não foi atendida. Em nota, via assessoria de imprensa, a Prefeitura informou que além da interdição da casa de Lucilei, a Secretaria de Serviços e Meio Ambiente realizou também outras intervenções na cidade devido a forte chove de segunda-feira.

Foram retirados, por exemplo, lixo que obstruía a passagem da água nas bocas de lobo das avenidas Hélio Palermo, Orlando Dompieri e Dr. Flávio Rocha, além de pequenas quantidades de areia e pedras arrastadas pelas águas. Galhos de árvores que foram cortados pelo Corpo de Bombeiros em alguns pontos também foram recolhidos.

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