Nádia Luciane de Souza Hermann, 36, costureira em Blumenau (SC) - Por que as escolas públicas, principalmente as municipais, estão tão abandonadas? De que adianta ter uma boa equipe gestora se não temos recursos municipais, muito menos ajuda e pressão do governo federal? Nossas crianças não têm espaço para atividades de educação física, sendo que a matéria é obrigatória.
Presidenta Dilma - Nádia, as escolas públicas do ensino infantil, fundamental e médio são de responsabilidade dos municípios e dos Estados, mas o governo federal oferece forte apoio para ajudar os prefeitos e governadores a cumprir esta tarefa constitucional de oferecer a educação básica. Além de complementar os recursos do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica), realizamos vários investimentos em infraestrutura física de educação. Temos um programa de construção de creches e pré-escolas por todo o Brasil, que, nos últimos três anos, já entregou 1.267 unidades. Estão em obras 3.102 e 1.950 serão contratadas até o final deste ano. O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) destinou R$ 2,38 bilhões só em 2013 para as próprias escolas investirem na melhoria e conservação da sua estrutura física e também na melhoria da gestão. Também incluímos recursos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para a construção de 6.116 novas quadras esportivas em escolas públicas estaduais e municipais e para a cobertura de outras 4.000 quadras já existentes. Em Blumenau, já foram aprovadas a construção de duas quadras e a cobertura de outras cinco já existentes. Também aplicamos recursos para as escolas fazerem obras de acessibilidade, bibliotecas; e instalar computadores e banda larga nas escolas. Nádia, a educação é uma prioridade absoluta de meu governo, por isso estamos realizando investimentos para garantir o acesso de todos a escolas de qualidade, em todos os níveis, da creche à universidade. Com os recursos do pré-sal que destinaremos para a educação, poderemos fazer ainda mais.
Presidenta, no ensino superior, quais são as opções dadas aos nossos jovens? Também existe apoio federal para quem vai cursar uma universidade privada?
Presidenta Dilma - Nossos jovens têm todo o apoio do governo federal para cursar o ensino superior, tanto nas universidades públicas e nos institutos federais, quanto em instituições privadas. Nesta semana, por exemplo, mais de 2,5 milhões de estudantes de todo o Brasil que se inscreveram no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) estão acompanhando com atenção o resultado, para saber se conseguiram uma entre 171,4 mil vagas distribuídas em 4.723 cursos de graduação, em 115 universidades públicas e institutos federais e estaduais de educação. A seleção do Sisu é feita com base na nota que o estudante tirou no Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio, oferecido em todo o Brasil. Os jovens têm outras portas de entrada para o ensino superior, além do Sisu. Por exemplo, o ProUni-Programa Universidade para Todos concede bolsas integrais ou parciais em faculdades particulares a estudantes de baixa renda com boa classificação no Enem. As inscrições para o ProUni começaram em 13 de janeiro e continuarão abertas até 17 de janeiro, nesta sexta-feira, com a oferta de 190 mil vagas para quem estudou em escola pública e pertence a família com renda mensal de até três salários mínimos por pessoa. Mais de 1,2 milhão de jovens nos últimos anos já estudaram com o ProUni. Outra porta de entrada para o ensino superior é o Fies-Fundo de Financiamento Estudantil, no qual o aluno pode financiar, com juros baixos e por prazos longos, as mensalidades do curso superior em uma universidade particular. Mais de 1,1 milhão de estudantes já assinaram o contrato do Fies somente no meu governo. Em todos os casos, o estudante precisa ter feito o Enem, que é hoje o principal instrumento para acesso à educação superior em nosso país.
Pergunta formulada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República para melhor entendimento do conteúdo.
*O Comércio, assim como os demais jornais do País, se refere à chefe do Executivo como presidente, mas no nome desta coluna de autoria de Dilma Rousseff, fica a grafia preferida por ela: presidenta
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