Prefeitos da região se livram de mais de R$ 5 mi em dívidas


| Tempo de leitura: 3 min
Prefeito de Cristais, Miguel Marques, na vicinal Argemiro Leonardo, que pretende asfaltar este ano
Prefeito de Cristais, Miguel Marques, na vicinal Argemiro Leonardo, que pretende asfaltar este ano

Prefeitos de cinco cidades da região de Franca que herdaram de seus antecessores, ao assumir o cargo em 2013, municípios endividados, “apertaram os cintos” e conseguiram pagar no primeiro ano de governo quase metade de suas dívidas. Cristais Paulista, Itirapuã, Jeriquara, Restinga e São José da Bela Vista somavam mais de R$ 10,5 milhões em débitos. Aliviados e com as finanças organizadas, os prefeitos planejam investir em obras cerca de R$ 16 milhões.

Em Cristais, Miguel Marques (PSDB) economizou e conseguiu quitar 86% da dívida do município que chegava a R$ 2,5 milhões no início do ano passado quando assumiu o poder. “Com a casa em ordem, vamos avançar e investir cerca de R$ 10 milhões este ano, sendo R$ 1 milhão de recursos próprios.”

Para 2014 o tucano prevê investimentos em obras para restabelecer a normalidade no fornecimento de água, a construção de casas populares, escolas, Centro de Convivência do Idoso e o asfaltamento de seis quilômetros no prolongamento da estrada vicinal Argemiro Leonardo.

Diante da crise financeira que enfrentou ao assumir o comando de São José da Bela Vista, a prefeita Celinha Ferracioli (PTB) reduziu os custos e pagou mais de R$ 1 milhão do total de R$ 3 milhões herdados de débitos com fornecedores e funcionários. “Agora, nosso principal objetivo é cuidar da água de São José. Conseguimos este ano um convênio com a Funasa de R$ 1 milhão para construir uma nova estação de tratamento. Neste início do ano já devemos iniciar a obra”, afirmou a prefeita.

Em Jeriquara, a experiência de mais de 30 anos no serviço público foi primordial para direcionar o prefeito Sebastião Henrique Dal Piccolo (PSD) na hora de tomar decisões para conseguir equilibrar as finanças do município. Entre outras coisas, ele criou o PDV (Plano de Demissão Voluntária) e exonerou funcionários. O prefeito evitou falar da dívida herdada e se limitou a destacar as obras nas quais investirá R$ 3 milhões este ano: construção de escola, UBS, galerias de águas pluviais, recapeamento asfáltico, rotatórias e uma quadra esportiva. “Não devo nem um tostão. Todas as despesas de encargos e fornecedores de 2013 foram pagas.”

Outro município da região que conseguiu baixar o valor da dívida acumulada por administrações passadas foi Itirapuã. O débito caiu de R$ 1,3 milhão para R$ 700 mil, de acordo com um funcionário do setor de contabilidade da Prefeitura. O prefeito Rui Gonçalves (PP) não foi encontrado para falar sobre o assunto na sexta-feira, 10.

Exceção
Com menos tempo para acertar as finanças, já que ficou fora do cargo por quatro meses depois de ter sido cassado pela Câmara Municipal no ano passado, o prefeito de Restinga, Paulo Pitt (DEM), se viu livre de mais de R$ 700 mil dos R$ 2,4 milhões em dívidas contraídas por administrações anteriores com a Previdência Social, fornecedores e concessionárias prestadoras de serviços de saneamento, energia e telefonia. “Quando assumi, a Prefeitura devia R$ 1,3 milhão só de FGTS. Aí tive que negociar o parcelamento em 20 anos.”

Pitt espera recuperar os R$ 2 milhões em repasses que deixou de receber - segundo ele por conta do embate político na cidade - e investir na Fazenda Boa Sorte, no asfaltamento do Bairro Alto da Boa Vista e na creche-escola.

colaborou Thamara Pimenta

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários