É verão. As altas temperaturas típicas da estação convidam a população a se refrescar nas piscinas da cidade. Mas, se os cuidados necessários não forem tomados, a diversão pode se transformar em tragédia numa fração de segundo. Apenas nesses primeiros dias do ano, ao menos três crianças perderam a vida em piscinas no País, e da mesma forma: após serem sugadas por ralos e se afogarem.
O primeiro caso aconteceu já no 1º dia do ano, em Caldas Novas (GO). O menino Kauã Davi de Jesus Santos, 7, se afogou depois de ter o braço sugado pelo ralo de uma piscina em um condomínio onde estava passando férias com a família. Kauã ficou mais de dez minutos debaixo d’água. Ele chegou a ser internado, mas morreu na madrugada do dia 4.
No dia anterior, a garota Mariana Rabelo Oliveira, 8, foi sugada e ficou com os cabelos presos no ralo de uma piscina de parque aquático em Belo Horizonte (MG). Ela ficou submersa por quase 18 minutos, foi atendida pelo Samu e encaminhada para um hospital, mas não resistiu. No dia 7, Naisla Cestari Loyola, 11, morreu da mesma forma que Mariana, com os cabelos sugados na piscina de sua casa na cidade de Linhares (ES). Ela também chegou a ser encaminhada para um hospital.
Dois casos de afogamento também foram registrados na região de Franca. Nos primeiros minutos do ano, o sapateiro Maicom Henrique de Castro, 27, caiu de uma ponte em Rifaina e só foi encontrado, sem vida, no dia seguinte. Na sexta-feira, 3, o técnico em televisão e músico Jeferson da Silva Carvalho, 35, também se afogou em Capitólio (MG) (leia mais em texto desta página).
Cuidados
Mortes por afogamento podem ser evitadas com precauções simples de acordo com o diretor da Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), o médico David Szpilman. Ele afirma que existe uma série de medidas que podem ser tomadas para que os ralos (parte do sistema de filtração de piscinas) não suguem as pessoas. “Em piscinas residenciais, a recomendação é que a filtração da piscina seja desligada durante o dia. Ela pode ser feita somente à noite, quando não tem ninguém”, afirma ele.
Em piscinas de clubes, hoteis e academias, a sugestão é ter dois ralos de fundo ou interligar o ralo de fundo aos bocais de aspiração para que a sucção fique menos intensa. “Além disso, outra opção é que os ralos tenham a tampa de proteção anti-cabelo, que impede que o cabelo fique engastalhado. São dicas simples, mas que podem evitar acidentes”, disse Szpilman.
A Sobrasa divulga outras orientações para evitar afogamentos e de que maneiras proceder caso eles ocorram. Veja mais informações no quadro ao lado.
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