Terceirização?


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Assunto recorrente nos meios de comunicação, vale nova abordagem, especialmente em atenção à solicitação de amigo preocupado. A terceirização, no sentido da transferência a outrem de processo produtivo, tem razões preconizadas na economia, mas, há outra espécie de terceirização que é inadmissível: a da responsabilidade dos pais na educação dos filhos.

Contou-nos o mencionado amigo o fato de um casal do seu relacionamento aproveitar todas as oportunidades possíveis para deixar o filho sob a guarda de alguém, não para ausência obrigatória por trabalho, compras, consulta médica. O que fazem mesmo aqueles pais é ‘gozarem a vida’, empregando nas baladas, por exemplo, sua pretensa liberdade.

É justo que, após dias de doação ao trabalho estafante, qualquer mortal se entregue a recreação responsável.

Ao casal igual direito de participação, ainda mais em tempos de contribuição da mulher na renda familiar. Mas, é preciso levar em conta que a auxiliar, a creche, a escola, os amigos e muito menos a TV substituem a bendita ação direta dos pais junto aos filhos.

Noção de responsabilidade paterna e materna tem sido objeto de alerta de psicólogos, enfatizando a necessidade de renúncia desde o planejamento da formação da prole.

Antes que fossem pais, a liberdade de fazer o que quisessem, agora, o inarredável compromisso moral com a felicidade dos filhos, o que depende do que destes fizerem os genitores.

Que alegria das crianças bem cuidadas, na confraria familiar das brincadeiras, das festinhas, no retorno, daqueles a quem estão confiadas, ao aconchego do lar! Mas, que indiferença e tristeza, quando os pais lhe são indiferentes!

O Espiritismo diz que a mais importante das tarefas humanas é a da educação, porque, relativamente aos filhos, poderá haver evitável, mas desconfortável cobrança consciencial, nos casos de negligência.

Terceirização da responsabilidade paterna e materna, jamais!

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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