Reaja! O tempo é precioso!


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Este ano vai voar. Então, aviso agora para que você use bem o tempo para começar as mudanças que julga essenciais, a partir de seu espaço mais próximo. A história é pródiga em contar que as mais importantes revoluções só começam quando os homens de bem resolver fazer diferença. Então, gente séria não pode perder tempo, já que, ao que penso, a maioria só vai chorar lá pelo fim do ano. Por quê? Simples.

Este país, por praxe, só começa a ‘tentar’ andar depois do Carnaval, que, este ano, começa no final de fevereiro e termina em 4 de março. Depois, diferente de anos anteriores, continuaremos marcando passo. Tem Copa do Mundo. Até julho, não se fará e não se falará em outra coisa. Vejam bem: julho!, sete meses já passados depois dos fogos que acabamos de estourar a alguns dias. Como diria o mineiro, a distância, apesar de longa, é curta, ‘um tirinho de espingarda’.

Fim da Copa, brasileiro alegre ou não com o sucesso ou insucesso da pátria de chuteiras, continuará em ‘banho-maria’ para observar a campanha eleitoral majoritária para Presidente da República, governadores de Estado, deputados e senadores. Se houver segundo turno vamos ‘votar de novo’ em novembro. Atente novamente: novembro! O ano já era. Será ai que ‘daremos pela coisa’ e, inevitavelmente, nos desesperaremos. (Será que você nunca pensou por que Lula fez o que pode para trazer a Copa para o Brasil, exatamente no ano de eleição para presidente?)

O que nos resta de consciência cidadã vai cobrar, duramente, o tempo precioso que, mais uma vez, jogamos no lixo, despreocupados da necessidade de melhorar leis, expurgar a impunidade, acabar com a insegurança pública, com o trânsito que mata, a educação que deseduca, a saúde depauperada.

Os homens públicos que elegemos — e reelegemos, com certeza, sem lembrar o que são e como são —, continuarão tomando jatos da FAB para, ‘a serviço’, fazer transplante de cabelo —, estarão felicíssimos, convictos de que nossa tradicional preguiça não nos fará cobrá-los, fiscalizá-los, exigir vergonha na cara ou comprometimento com suas promessas de campanha. Afinal, com nosso voto despreocupado, ‘só para cumprir a obrigação de votar’, lhes renovamos, à cada pleito novo, cheques em branco.

Retomaremos nossas condições de otários e continuaremos ‘reclamando’ de seus bolsos gordamente recheados com salários, décimos terceiros, quartos e quintos, ‘benefícios’ de fontes espúrias, auxílios-paletó e tantas outras mordomias que a sedação injetada pela Copa e nosso desconhecimento de uso sobre o voto, única arma que ainda podemos portar, lhes garantiram. Não permita que o Zé, ali da esquina, que trabalha duro de sol a sol para merecer os R$ 724 do ‘novo’ salário mínimo que, diz o discurso oficial, lhe garante comprar ‘2,3 cestas básicas por mês!’ continue o personagem principal dos próximos quatro anos! Acredite! O Zé, somos todos nós!

Nós, jornalistas deste GCN, que contamos a história de verdade deste país, prometemos continuar trabalhando sem mascarar nada, mostrando as entranhas de tudo. Não permita que a sedação da folia de Momo o faça dormir. Reaja. Componha o rumo de seus passos até a urna onde depositará seu voto por um país melhor e mais justo. E mais: faça, dentre as pessoas que com você convivem, ‘vítimas positivas’. Ensine. Cobre. Exija o despertar indispensável!

Agora, se você gosta de ser enganado, não percebe que é manipulado, não lê um jornal e/ou uma revista nacional de informação por dia ou por semana, ouve rádio ou vê televisão só para saber o funk do dia ou as tentativas de Aline para matar César, continue parte da manada que segue ‘o líder’, e se joga no buraco porque ‘o líder diz que tem que ser assim...’.

Luiz Neto
jornalista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br

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