Passeio


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No canto esquerdo, a Sorveteria, lazer domingueiro de antigamente. Após, o beco: entrada para salão de jogo clandestino?; depois a Farmácia Labor. Aí, a escadaria para o primeiro andar do prédio onde, além do auditório, encontrava-se a sala de operações da emissora: “PRB-5, Rádio Club Hertz de Franca”. Na quina, o Banco Bandeirantes do Comércio; no meio, a Rua do Comércio, na esquina do outro lado, prédio majestoso da Leiteria Polar. Descendo, casarios, o Cine Teatro Santa Maria; antiga residência e aí, o cruzamento com a Ouvidor Freire. Atravessando, a esquina onde funcionava armazém de secos e molhados. Depois a casa e loja da dona Melica. Continuando, residências particulares, até a próxima rua, Couto Magalhães. A Marechal terminava (ou começava) na casa que se vê ao fundo. Voltemos: antigo Mercadão cuja estrutura de ferro se perdeu em construções particulares; o prédio dos Correios e Telégrafos; a construção do Antônio Barbosa Filho na esquina, que ainda existe. E aí se chega novamente à Praça Barão, ponto de partida para este passeio em tempos distantes. Calçamento de paralelepípedo, carros sólidos, bicicletas, postes, ar parado: era assim que a gente vivia. (Foto cedida por Jorge Andalaft)

(Lúcia H. M. Brigagão)

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