‘Foi negligência total’, diz pai da jovem sobre atendimento


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O enterro de Luara Prieto aconteceu no início da noite de ontem, no cemitério da Saudade, cercado de muita emoção e revolta
O enterro de Luara Prieto aconteceu no início da noite de ontem, no cemitério da Saudade, cercado de muita emoção e revolta

O comerciante Silson Ribeiro da Silva, 49, está inconformado com a morte de sua filha Luara Prieto Ribeiro, de 25 anos. Ainda no Plantão Policial, logo após a morte da jovem, ele prometeu adotar providências contra a Prefeitura e a Santa Casa. “A Luara era linda. Só perdi minha filha por causa dos médicos do Janjão”, disse. Ele registrou boletim de ocorrência por erro médico e pediu que um exame necrológico fosse feito no corpo de Luara, já que no seu atestado de óbito os médicos afirmaram que a morte foi natural. 

Como foi o atendimento dado a sua filha?
Foi muito ruim. Ela foi oito, dez vezes ao Janjão. Uns médicos deram remédios. Outros tiraram. Depois a internaram na Santa Casa. Mas ela recebeu alta ainda sentindo muitas dores, acabou voltando para o hospital, passou de médico em médico até que foi operada e morreu.

Ela passou um período internada na Santa Casa e recebeu alta. Como ela estava?
Eles (os médicos) deram alta, mas ela estava com muita dor.

Qual foi a explicação dos médicos para a morte?
Eles não nos explicaram nada. Apenas alegaram que foi uma bactéria que nem o nome passaram. Eles não fizeram nada. Foi uma negligência total. Estou revoltadíssimo com o tratamento que deram para a minha filha, principalmente no Pronto-socorro. Perdi minha filha por causa dos médicos do Janjão. Ela tinha 25 anos. Era linda, maravilhosa. Uma filha excelente.

Por que o senhor resolveu registrar um boletim de ocorrência?
Porque não quero que outras filhas morram como a minha. Minha filha morreu porque passou pelo Janjão e pela Santa Casa. Ela passou dez vezes pelo pronto-socorro. Me arrependo de não ter pago uma consulta particular. O primeiro médico que atendeu a minha filha e identificou a infecção receitou um antibiótico, mas o supervisor do Janjão cortou e receitou água e um remédio para a gripe. Quem entende isso? Minha filha era forte, nunca teve nenhuma doença como pode acontecer isso? Ninguém sabe me dizer o que aconteceu.

Desta última vez que foi internada, sua filha chegou a ser operada...
Eles operaram ela duas vezes e queriam operar a terceira. Mas não descobriram nada. Não explicaram nada. Ela estava tomando um monte de antibióticos e não melhorava. Na última operação, eu levei ela até o centro cirúrgico. Ela estava sorrindo. Eu entrei com ela e deixei ela lá. Passou uma hora, duas, três, cinco, sete horas de cirurgia e ninguém falava nada. Eu só sei que alguma coisa aconteceu ali. Ela saiu e foi direto para o CTI, onde teve uma parada cardíaca. A partir daí, só piorou. Ela passou por oito médicos na Santa Casa e ninguém soube me explicar o que realmente aconteceu. Ninguém sabe nada. Nem explica nada.

Ouça a entrevista na íntegra aqui

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