No dia 7 de dezembro, Franciele Aparecida Silvério Evangelista e Arnaldo Fornel Júnior subiram ao altar para se casarem. No dia 7 de janeiro, ela foi sepultada no cemitério municipal de Itirapuã, vítima do acidente provocado pelo motorista que havia bebido. Internado com fraturas na perna esquerda, o seu marido não obteve autorização médica para acompanhar o velório.
Desde a noite de segunda-feira, quando ocorreu o desastre, a vizinha cidade ficou chocada com a violenta morte de Franciele. “O clima de tristeza emudece a cidade”, disse o corretor de imóveis Dimas Ferreira.
O velório da sapateira ficou cheio o dia todo. Até mesmo a praça diante do cemitério ficou ocupada na medida em que o horário do sepultamento, marcado para as 19 horas de ontem, se aproximava. “Ainda acho que é mentira. Não estou vendo isso. Não acredito que a ‘Fran’ morreu”, lamentou Ilza Angélica de Oliveira, tia de Arnaldo.
Ela contou que há dois anos o sobrinho sofreu outro acidente em Minas Gerais e quebrou a mesma perna machucada agora. “É muita tristeza, estamos arrasados. É ainda mais difícil saber que esta tragédia foi provocada por um irresponsável”, lamentou Ilza.
Foi Arnaldo que, mesmo ferido, ligou do celular para o pai pedindo socorro após ter a moto atingida na noite de segunda-feira.
José Roberto Silvério, tio de Franciele, disse que o sentimento em Itirapuã era de tristeza e revolta. “Estamos chocados com a morte de uma jovem que tinha uma vida inteira pela frente, não fosse a imprudência de um motorista. Esperamos que Justiça seja feita.”
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