Corte na AACD deixa região sem atendimento


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O pequeno Vinícius, 3, que aprendeu a se sentar na AACD de Rio Preto, é um dos francanos que pode ficar sem atendimento
O pequeno Vinícius, 3, que aprendeu a se sentar na AACD de Rio Preto, é um dos francanos que pode ficar sem atendimento

O fim de um contrato que previa o repasse de R$ 150 mil da Prefeitura de São José do Rio Preto para a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) da cidade deixará, a partir do próximo dia 15, ao menos 20 pacientes da região de Franca sem atendimento. O corte será feito em razão do novo contrato, onde a Prefeitura daquela cidade reduziu a verba mensal e só repassará R$ 50 mil, suficientes para atender apenas os pacientes rio-pretenses.

A consequência será a interrupção dos atendimentos de crianças e adultos com deficiências físicas de mais de 250 cidades paulistas e de outros nove Estados. Da região, são 11 pacientes de Franca, dois de Batatais e Orlândia e um de Patrocínio Paulista, Pedregulho, Sales Oliveira, Capetinga (MG) e Claraval (MG). “A AACD de Rio Preto é uma referência para toda essa região. Agora, com esse corte, precisaremos nos adequar, inclusive, com a demissão de funcionários”, disse o gerente regional da unidade, Aluízio Achcar. Serão 12 desligamentos em um quadro de 42 funcionários.

Segundo Achcar, a associação de Rio Preto existe há cinco anos e atende 1,9 mil pacientes gratuitamente. Seu funcionamento, assim como de outras unidades - no total são 16 no país -, ocorre por meio de parcerias com Prefeituras. A despesa de manutenção, inclusive com funcionários, gira em torno de R$ 170 mil mensais.

“A única forma de reverter esse corte é com a colaboração da comunidade, de empresários e das Prefeituras. Precisamos dessa mobilização, caso contrário, os pacientes da região vão retroceder no atendimento, pois existe todo um comprometimento emocional”, disse a presidente voluntária da AACD, Adriane Albuquerque Cirelli.

As contribuições podem ser feitas por meio de uma campanha que prevê atrair mil mantenedores com doações de R$ 100 mensais. Mais informações estão no site da associação (www.aacdriopreto.com.br/mantenedores).

Prejudicado
Em atendimento na AACD de Rio Preto há seis meses, o pequeno Vinícius Barros Silva Moreira, 3, de Franca, é um dos pacientes que terá de interromper o tratamento. Vítima de uma paralisia cerebral, quando chegou na unidade, ele não conseguia se sentar sem apoio e manusear objetos. Graças às oficinas realizadas na associação, Vinícius já consegue se sentar, brincar com jogos de encaixe e trocar objetos de uma mão para a outra. “Ficamos quase um ano esperando por uma vaga e os avanços são grandes. Se ele ficar sem o atendimento, há o risco de perder toda essa evolução”, disse a mãe, a terapeuta ocupacional Camila Barros.

A criança tem atendimento uma vez por semana na unidade e a próxima etapa no tratamento seria direcionado para que Vinícius começasse a andar. “A AACD faz diferença na vida da criança e eu tenho esperança”, afirmou Camila.

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