A Escritório das Nações Unidas para as Drogas e o Crime divulgou dados internacionais sobre homicídios, no mundo. Levando em conta os países que atualizaram números, o Brasil tem triste colocação: somos o 9º mais violento do planeta.
Subimos da 16ª para a 9ª posição. Antes de nós (base 2011) são, Honduras (91,6 mortes para cada 100 mil habitantes), El Salvador (69,2), Jamaica (41,2), Belize (39), Guatemala (38,5), Bahamas (36,6), Colômbia (33,2), África do Sul (30,9), Brasil (27,1).
A América é o continente mais violento. Os dez menos violentos estão na Europa e Ásia: Listenstaine (ou Liechtenstein), Hong Kong, Cingapura, Japão, Bahrain, Suíça, Indonésia, Malta, Luxemburgo e Eslovênia. Nenhum deles chegou a ter, sequer, 1 morte para cada 100 mil pessoas.
O Brasil fechou 2011 com 52.198 mortes. O país não tem conseguido reduzir seu epidêmico nível de violência (para a ONU, 10 mortes para cada 100 mil pessoas é epidemia).
Somos um país desigual, eticamente primitivo, há classes desamparadas (mais de 80% da população), baixo nível de escolaridade, alto índice de conflituosidade, precaríssima estrutura policial, sucateamento da polícia científica (ou técnica), morosidade da justiça etc.
Esperamos que neste 2014 estes números se modifiquem significativamen. Enquanto não sentirmos vergonha da péssima colocação do Brasil no ranking mundial da violência, pouca acontecerá de positivo.
A China, no momento em que passou a sentir vergonha da sua tradição milenar de amarrar os pés das chinesas, em uma geração, praticamente eliminou o aberrante costume (veja em o Código de Honra: Como ocorrem as revoluções morais, de Kwame Anthony Appiah).
Essa revolução moral tem que ocorrer aqui em relação a assassinatos, mas, para isso necessitaríamos dar escolas públicas decentes a crianças e jovens, com ensino de qualidade em período integral, como um serviço militar obrigatório.
Vai acontecer?
Luiz Flávio Gomes
Jurista
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