Joia rara


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No capítulo de 15 de outubro de 2013 da novela ‘Joia Rara’, da TV Globo, três monges budistas viajam para o Brasil, onde supõem, esteja reencarnado seu mestre.

Demonstra o texto da obra televisiva, um efetivo ponto de contato entre Budismo e Espiritismo: a reencarnação.

Como o Budismo é crença milenar, resulta também desta vertente a conclusão de que reencarnação não é invenção do Espiritismo.

A Doutrina Espírita, todavia, só entende a lei dos renascimentos se acoplada a outra lei: a de causa e efeito, ou da lógica contida no colher o que semamos, rigorosamente de acordo, aliás, com os ensinamentos de Jesus segundo o qual, ‘a cada um segundo as suas obras’.

Para a Doutrina de Allan Kardec, ao reencarnarmos, trazemos tendências constituídas de registros psíquicos de experiências anteriormente vivenciadas na Terra ou em outros planetas, os quais deixam de ser objeto de cogitações, senão nutrindo-nos a ideia da necessidade de evoluirmos constantemente.

Quis a Suprema Sabedoria que, ao retornarmos à ribalta terrena, soframos esquecimento do nosso passado, a fim de se torne possível acrescentarmo-nos novas experiências evolutivas.

Não nos é sendo recomendada a regressão de memória senão nos casos em que patologias psíquicas a requeiram como indicação extremamente indubitável.

Contudo, a comprovação da identificação de um espírito reencarnado há que se realizar por meios conclusivos, excluída a mera suposição, e isto nos é mostrado inequivocamente entre os inúmeros casos seriamente pesquisados, cabendo realçar os catalogados no livro 20 Casos Sugestivos de Reencarnação, autoria do pesquisador americano Ian Stevenson, bem como as do saudoso pesquisador brasileiro Hernani Guimarães Andrade, tão bem demonstradas no seu livro Reencarnação no Brasil, ambos disponíveis na livraria e na biblioteca do Idefran.

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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