Início de novo ano, vida nova, mudança de velhos hábitos e prenúncio de realizações! Tenho muitos motivos para festejar 2013, mas destaco, em especial, a oportunidade que me foi concedida por este Comércio, de falar sobre defesa e direitos do consumidor, todas as quartas feiras. Escrevo com total liberdade. Nesses quase nove anos de jornal aprendi muito! São quase 400 semanas compartilhando com os consumidores de Franca e região anseios, alegrias, angústias e orientações. Temos muito a comemorar.
Desde que iniciei, tenho a saudável companhia do meu editor, Luiz Neto, pessoa sem a qual, certamente, ainda estaria engatinhando na escrita. Ensinou-me muito, direcionou, orientou, puxou a orelha quando necessário e também elogiou. Um mestre daqueles que não se fazem mais, raríssimos neste mundo competitivo no qual solidariedade, tão cara às pessoas, está em baixa. Obrigado Luiz Neto!
Muitas pessoas me abordaram na rua ou nas redes sociais e comentaram, criticaram, discordaram e concordaram com os textos, sinal do prestígio e da abrangência deste Comércio. Uns têm a curiosidade de saber se posso escrever contra determinada empresa ou setor. Posso sim! Neste tempo, nunca — repito: nunca! — fui cerceado, inibido ou restringido a escrever sobre qualquer assunto ou contra qualquer empresa, até porque o objetivo da coluna não é afrontar, numa visão maniqueísta e equivocada que alguns têm em separar, de um lado, empresas, e, de outro, consumidores. Somos todos favoráveis ao cumprimento da legislação. Quem não cumpre deve sofrer as consequências.
As alegrias foram muitas. Escrevi praticamente sobre todos os assuntos importantes às relações de consumo. É muito gratificante ter o reconhecimento das pessoas que leem e dizem que não sabiam sobre determinado assunto, ou mesmo, saber que quando foram às compras, utilizaram a coluna. Ouvi colegas advogados dizerem que utilizaram os textos em ações judiciais para defenderem consumidores. Esta é minha mola propulsora: saber que as informações transmitidas aqui são úteis aos consumidores e à construção de cidadãos mais conscientes do ponto de vista do consumo.
Neste tempo, empresários conversaram comigo e agradeceram orientações que lhes ajudaram a lidar melhor com os consumidores, principalmente com os que agem de má-fé; poucos, mas existem. É preciso registrar que poucos são os jornais de grande circulação que destina espaço semanal para tratar de direitos do consumidor; e este Comércio não abre mão disso. O tema costuma ser relegado a segundo plano ou por desinteresse da mídia ou por desinteresse comercial. Afinal, ‘pega mal’ falar aos consumidores e, por vezes, faze-los confrontar empresários que os oprimem. Aqui não! Tenho incentivo cotidiano a continuar a escrever. Os demais colegas colunistas sabem o quanto é difícil responder por uma coluna semanal. Portanto, é momento de agradecer pela oportunidade que me foi concedida e enaltecer o Comércio da Franca por valorizar o direito do consumidor. Que venha 2014!! Feliz Ano Novo!
CUIDADO! HÁ IMPOSTOS A PAGAR: Após o Natal, lojas anunciam grandes liquidações. ‘Todos’ os produtos estão em ‘promoção’. É impressionante como se anuncia tudo a preço ‘baixo’. Fica a impressão de que os preços da época do Natal eram elevados. Cabe, então, uma reflexão: será que as promoções e liquidações, realmente, têm preços baixos?? Na maioria das vezes, não. É importantíssimo que você tenha o comparativo de preços do produto antes do Natal e agora. Compre só o extremamente necessário, não se deixe seduzir pelo marketing de ‘promoções relâmpagos’ de 80% de desconto! O ano começou. É a vez dos muitos impostos a pagar. Tenha cautela!
Denílson Carvalho
advogado, ex-coordenador do Procon/Franca - advogado@denilson.adv.br
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