Será que 2014 será, realmente, um ano novo? Teremos Copa do Mundo e eleições, eventos capazes de causar cegueira e letargia. Talvez isso comprometa o que, de verdade, gostaríamos que ocorresse, que em 2014 o país fosse reconhecido como país desenvolvido, que o povo começasse a viver educação, saúde, situação financeira equilibrada, que tivesse moradia, coisas mínimas, mas indispensáveis.
Pão e circo teremos, e em profusão. O pão será mantido pelas bolsas do governo federal. São muitas, em razão da mediocridade de parte de nosso povo, acostumado a alguém faça por ele. O circo estará garantido pela Copa. O mundo inteiro terá sua atenção focada no Brasil, mas nossas mazelas serão mascaradas. Serão belíssimos espetáculos, bom futebol, mas não haverá benefícios para a população. Os lindos estádios de futebol, pós Copa, serão problemas, como também serão as dívidas contraídas para suas edificações. Ainda assim, tudo estará perfeito. É ano de eleição, e, em ano como esse, nada de mal acontece com ninguém.
Opa! Acordei! Ainda bem que era só um sonho ruim! A realidade é outra. Acordado, vejo um 2014 repleto de realizações. Vejo cada cidadão com sua moradia, empregado, comida boa e farta na mesa, educação e saúde como prioridades de governo, o Brasil caminhando aceleradamente para país desenvolvido. Nosso povo e governantes estão conscientes, e aptos a seguir regras mínimas, e as eleições são o meio para escolher representantes que realmente merecemos. Como é bom estar acordado e saber que era apenas um sonho ruim. Temos um país e um povo maravilhoso. Atingimos os índices mínimos de analfabetismo, a criminalidade diminuiu, não ouvimos mais falar em corrupção, em fome, miséria, em bolsa esmola. Repousamos em um berço esplêndido.
Opa. Acordei de novo! Era só mais um sonho? Estou confuso. Vou aguardar cada dia de 2014, esperar que, efetivamente, o novo período seja, de verdade, um Ano Novo, aquele em que esperanças se tornem reais, e, não apenas, mais esperanças.
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário
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