2014


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No primeiro artigo deste comentamos que assistimos várias entrevistas de ‘profetas’, sobre o que iria acontecer em 2013. Passados o ano, comparamos as previsões com os reais acontecimentos e chegamos à conclusão de que retirando as previsões lógicas — calamidades anuais, a insegurança, etc. —, nada importante foi previsto efetivamente.

O ser humano sonha com a possibilidade de saber o futuro para ter vantagem sobre os outros. Observamos que até nas religiões, alguns praticantes acreditam ‘piamente’ que estão ‘acima’ dos outros irmãos, na certeza de que já ganharam o reino dos céus. A falta de humildade, o egoísmo, o poder econômico (dinheiro) dominou o mundo em que vivemos, inclusive nas religiões.

Caro leitor de mais de 15 anos. Desculpem-nos a redundância, mas acreditamos que somos nós que traçamos o nosso destino, pois como o acaso e a oportunidade existem, obviamente o futuro ocorrerá e será o que formos aptos para fazer, dependendo de nossa capacidade e conhecimento para agir diante de situações reais.

Certamente as únicas previsões efetivas que temos para o ano de 2014 é que a Copa do Mundo e as eleições irão dominar o cenário, pois o governo da presidente Dilma reza e faz promessas para que o time brasileiro conquiste o campeonato mundial, para que assim sejam justificados os gastos efetuados para a realização da Copa, o que tornará ainda mais fácil sua reeleição. Caso aconteça um ‘tropeço’ do time brasileiro, inevitavelmente a oposição utilizará de todos os valores gastos para atacar o governo. Porém, a verdade é que se a oposição estivesse no governo também se comportaria da mesma forma. O nosso único receio é de como será a realidade econômica brasileira, visto que o governo utilizará de todos os mecanismos de ‘maquiagem’ para manter a economia em equilíbrio estável até as eleições, mas depois com certeza, a realidade será outra. Ai, que estejamos preparados. Não será nada fácil dominar a crise que vem sendo represada há muitos meses. Independentemente de qualquer previsão, desejamos a todos um prósper
o Ano Novo. Que saibamos traçar e buscar nossos objetivos não esperando que caia do céu. Façamos a nossa parte!

PRESTAÇÃO DE CONTAS: Todo final de ano é a mesma coisa, políticos reunindo a imprensa para fazer ‘prestação de contas’ do exercício que finda. Infelizmente, continua. Na verdade, nenhum político abordará ‘problemas’ ocorridos em sua administração, apresentando tão somente o que lhe interessa, e os cidadãos menos informados aceitam tudo como se fosse pura verdade.
O que mais nos entedia é termos que ouvir novamente as promessas para o ano que se inicia, as mesmas promessas emitidas no ano anterior.

QUERO SER MENOS RESPONSÁVEL: Outro dia, perdi o sono preocupado com prazos processuais, viagens enfrentando estradas movimentadas em meio a chuvas, orientações e pareceres a serem emitidos, preparação de palestras e aulas etc., enfim, tudo em razão da responsabilidade que, desde pequeno, foi pregada pelos nossos pais e doutrinadores. Durante aquelas as horas esperando o dia amanhecer, questionei-me: Afinal, devemos ser responsáveis para quê?! O responsável é sempre pressionado.
Às vezes me apetece e me dá uma vontade de ser um pouquinho irresponsável. Afinal passei a achar que os comentários que fazem sobre mim têm fundamento, — não tem mesmo nenhuma graça ir para o rancho ou sítio nos finais de semana levando a tiracolo processos, documentos e notebook. Acreditamos que já passa da hora de deixarmos o tema principal dominar nosso tempo, ou seja, viver a vida que já construímos! Em tempo: neste ano novo, estaremos com o celular desligado nos finais de semana e feriados.

Toninho Menezes
advogada, professor universitário - toninhomenezes@netsite.com.br

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