O vereador Nirley de Souza (DEM) apresentou no dia 1º suas conclusões sobre os trabalhos da CEI (Comissão Especial de Inquérito) aberta pela Câmara para apurar irregularidades no contrato da Prefeitura com a Empresa São José para exploração do transporte público da cidade. O documento, de 55 páginas, aponta diversas irregularidades e acusa o prefeito Alexandre Ferreira de omissão, favorecimento e crime contra a lei de licitações. Elaborado com a assessoria do Escritório de Advocacia Denílson Carvalho, o parecer do relator da Comissão, Nirley de Souza, não teve o apoio dos demais membros. Tanto o presidente da CEI, Luiz Carlos Vergara (PSB), quanto o vereador Adérmis Marini (PSDB) — o terceiro membro da Comissão — preferiram apresentar relatórios independentes.
Muitas perguntas ainda sem resposta envolvem a morte do jogador de basquete da Aspa (Associação de Pais e Amigos do Franca Basquete) Leonardo Antônio Fernandes Mariano, 14. Ele foi sepultado, na tarde do dia 15, no cemitério Santo Agostinho, em Franca, um dia após sua morte, ocorrida na UTI da Santa Casa de Limeira (SP). Ele deu entrada no local ainda na noite de sábado, 13, após ser vítima de afogamento. O garoto era irmão do pivô do Vivo/Franca Basquete, Lucas Mariano e uma promessa do esporte local.
Sem explicações
Sobraram acusações. Faltaram explicações. Esse é o resumo da entrevista coletiva convocada pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) para tratar do transporte público. Sem conseguir articular uma boa defesa para explicar as razões que o levaram a fazer o acordo com a Empresa São José, partiu para o ataque. A coletiva foi a primeira vez que o prefeito falou depois que a CEI (Comissão Especial de Inquérito) aberta para investigar os contratos de transporte coletivo da cidade entregou seus relatórios acusando Alexandre de ter não apenas ter beneficiado a empresa São José, mas cometido crime contra a lei de licitações.
Dor, revolta e pedidos de Justiça marcaram o enterro do menino Joaquim Ponte Marques, 3, no dia 11, no Cemitério Municipal de São Joaquim da Barra. A cidade natal de sua mãe, a psicóloga Natália Ponte, 29, parou para acompanhar o velório e sepultamento. Centenas de pessoas, entre familiares, amigos e moradores, prestaram solidariedade à família e deram o último adeus ao garoto, cuja história do desaparecimento e morte sensibilizou o país na última semana. A mãe de Joaquim e o padrasto, o técnico em informática Guilherme Longo, foram presos. Em dezembro, Guilherme foi indiciado.
Lucas Nascimento Santos, 17, foi morto a tiros na noite do dia 19 no Jardim Ângela Rosa. O crime ocorreu em frente à praça do bairro e, apesar do grande movimento de populares, a polícia não coletou nenhum depoimento de testemunhas. Em menos de dois meses, três pessoas foram assassinadas em praças da cidade.
Uma médica de Pirapora (MG) que trabalhava e morava em Franca morreu em grave acidente ocorrido em Avaré (350 km de Franca) na tarde do dia 22. No mesmo acidente, morreram a mãe e o pai de Brenda.
No dia 26, nove servidores da Câmara de Franca ingressaram com uma ação judicial contra o presidente do Legislativo, o vereador Jépy Pereira (PSDB). Eles querem que a Justiça anule a recontratação de três funcionários comissionados feita por ordem do vereador.
E no dia 28 Franca comemorou os seus 189 anos e várias atividades foram realizadas na véspera para marcar a data. Uma delas foi a mais tradicional distribuição do bolo em homenagem ao aniversário da cidade que teve neste ano 90 metros de comprimento e mil quilos.
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