Protestos em Franca


| Tempo de leitura: 3 min
Francanos foram às ruas e engrossaram protestos que ocorriam no país
Francanos foram às ruas e engrossaram protestos que ocorriam no país

No dia 20, um mar de gente pintou a cara de verde e amarelo, empunhou cartazes e tomou conta das ruas de Franca para protestar contra o cenário político nacional. Jamais a cidade viu algo parecido. A mobilização ficará na história como uma demonstração marcante de amor à pátria e de indignação com a corrupção que toma conta do país. Algo para jamais se esquecer. Mas também teve momentos de dar medo. Terminado o manifesto pacífico, quando as pessoas de bem já haviam se dispersado, um pequeno grupo de vândalos transformou a Praça Barão em praça de guerra. Lojas foram saqueadas, ônibus atacados, terminal depredado, lixeiras incendiadas. Uma selvageria deprimente para se esquecer. A beleza das manifestações e a selvageria de alguns vândalos vistas em Franca se repetiram pelo país.

Já no dia 25, duas horas depois do anúncio de congelamento do preço da tarifa de ônibus feito pelo prefeito Alexandre Ferreira, duas mil pessoas se reuniam novamente em frente ao Terminal “Ayrton Senna”, no Centro da cidade. Formado em sua grande maioria por jovens estudantes, o grupo ignorou o pronunciamento do prefeito e manteve a decisão de protestar pelas ruas da cidade pedindo a redução do valor da tarifa, pelo rompimento de contrato com a empresa São José e até pela saída de Alexandre Ferreira do comando da cidade. O protesto durou cerca de três horas e terminou em frente à Prefeitura, onde o único ato de vandalismo registrado foi a pichação de um muro.

O Tribunal de Justiça do Estado confirmou no dia 5 decisão de primeira instância e manteve a condenação por improbidade administrativa contra o secretário municipal de Urbanismo, Wilson Luiz Teixeira. Acusado de aprovar loteamento em desacordo com o projeto e com a lei, obtendo vantagens financeiras indevidas, ele teve suspensos os direitos políticos por oito anos e ficou proibido de fazer contratos com o poder público por dez anos. A Lei da Ficha Limpa em vigor no município proíbe que pessoas com condenação criminal ou cível em órgão colegiado, como é caso, ocupem cargo de confiança. Embora tenha tentando segurar o auxiliar no cargo, duas semanas depois o prefeito Alexandre Ferreira anunciou no dia 18 a demissão do assessor que ocupava cargo de confiança em seu governo. Não foi uma opção. Se não tomasse a decisão, poderia ser processado pelo Ministério Público.
 

Gripe suína
A Secretaria Municipal de Saúde de Franca confirmou no dia 12 o registro da primeira morte por decorrência do vírus da gripe A (H1N1). A vítima foi um homem de 48 anos que sofria de uma doença neurológica crônica, era portador de doença do coração e não havia tomado a vacina contra a gripe. Ele morava com a família no Jardim Redentor. No mês anterior, a Secretaria já havia confirmado um outro caso de H1N1 — um rapaz que se recuperou e recebeu alta. Essa é a primeira morte pela doença na cidade desde 2009.

O comerciante Rodrigo Aureliano, que ofereceu recompensa de R$ 500 por informações do ladrão que “pescou” roupas de sua loja, não precisou desembolsar o dinheiro. O autor foi localizado no dia 13 por policiais do 1º Distrito Policial e confessou o furto na loja de propriedade de Aureliano, além de outras duas invasões. O pespontador desempregado Kailon Ferreira Santos, 25, o Magrão, que residia em uma pensão no Centro de Franca.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários