Pancadão no Distrito: Menores, drogas e funk


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Reportagem especial do Comércio de fevereiro apresenta o “pancadão do Distrito”: uma rua escura, em um bairro industrial de Franca, onde garotos e garotas se encontram em busca de “diversão”. Carros com sons potentes se enfileiram e disputam lugares na via tomada pela multidão. A venda de bebidas alcoólicas não é controlada e o consumo de drogas é explícito. As meninas ficam seminuas, há brigas, sons estridentes, menores de idade e vistas grossas da polícia a tudo que se passa ali. Nas noites de sexta e sábado esta era a realidade na rua Vicente Richinho, no Distrito Industrial. A polícia fechou o cerco no local e o “pancadão” acabou. Mas voltou não só no mesmo local, mas em outros pontos da cidade.

No segundo dia do mês, o ex-policial militar rodoviário Ronilson de Melo Neto, 38, foi encontrado morto, dentro de seu próprio carro. Ele havia sido indiciado uma semana antes pelo estupro de uma dona de casa de 47 anos, que sofre de uma doença degenerativa. O Fiat Strada preto com o corpo do ex-PM foi encontrado embrenhado em uma mata no município de Sacramento (MG), nas proximidades da usina de Peixoto.

No dia 6, a auxiliar de enfermagem Helena Gomes da Silva, 49, moradora na Vila Santa Terezinha, morreu após um grave acidente na rodovia Tancredo Neves, que liga Franca a Claraval (MG). Ela bateu o Fusca que dirigia em um caminhão-baú, foi lançada para o asfalto e acabou atropelada pelo caminhão dos bombeiros que iria prestar o socorro. O acidente aconteceu no trevo do Paiolzinho.

O mês de fevereiro registrou uma suspeita, no mínimo, inusitada: a Praça Zumbi dos Palmares, localizada no Parque São Jorge, pode ria esconder em seu solo restos de caixões e ossos humanos. O Ministério Público do Estado de São Paulo ainda investiga uma denúncia de que a Secretaria Municipal de Serviços e Meio Ambiente teria usado terra proveniente do Cemitério Santo Agostinho para aterrar o local.

Carnaval
No dia 11, a escola Filhos de Gandhi sagrou-se a grande campeã do Carnaval 2013 de Franca. Com um total de 99,75 pontos, a agremiação garantiu seu bicampeonato. A segunda colocação ficou com a escola Ases do Ritmo e o terceiro lugar com a Aliados da Santa Cruz.

Em plena Quarta-feira de Cinzas, dia 13, praticamente todas as agências bancárias de Franca, que deveriam abrir ao meio-dia, continuaram com as portas fechadas. O motivo foi uma nova paralisação dos vigilantes bancários, que reivindicavam um adicional de 30% nos salários por periculosidade.

No dia 21, O comerciante Carlos Aparecido Pitondo, 47, conhecido como Didi, foi atingido por três tiros efetuados por um desconhecido, que fugiu rapidamente da sua papelaria no Jardim Redentor sem levar nada. Ele tinha um comparsa. O crime foi testemunhado pela mulher de Didi, que entrou em estado de choque e foi medicada. Internado, Didi morreu no dia 26. Durante o seu velório, marginais invadiram e fizeram um “limpa” na sua residência.

Alimento estragado
No dia 22, a Vigilância Sanitária apreendeu 2,8 toneladas de alimentos vencidos em uma lanchonete e uma casa na Vila Rezende. O dono do estabelecimento, Walter Giolo de Freitas, foi preso por crime contra as relações de consumo. Na vistoria, foram descobertos alimentos e bebidas vencidos em até três meses. Somente na residência, foram encontrados 15 freezers lotados de alimentos — frios e embutidos — impróprios para consumo.

No dia 25, duas irmãs de 12 e 15 anos, moradoras do Jardim Higienópolis, acusaram um pastor de abuso sexual. O caso foi denunciado na tarde da segunda-feira na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca. Segundo as menores, o pastor José Elias, o responsável pela Igreja Evangélica Paz no Vale, no Jardim Redentor. O pastor foi preso.

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