Caminhos para o Brasil


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Embora a denominação esteja em desuso, não há nenhum deboche se ainda considerarmos o Brasil como país de Terceiro Mundo. Afinal, caso o País ainda mantenha os problemas que se arrastam ao longo das décadas, sempre seremos considerados emergentes. É preciso, antes de tudo, resolver as grandes mazelas nacionais, as quais dependem do arbítrio dos gestores políticos e legisladores, os quais hoje não demonstram muita vontade em modificar o panorama que aí está.

Em primeiro lugar, uma ampla reforma política é necessária para que vários outros problemas sejam extirpados, como a corrupção, o fisiologismo e o apadrinhamento. Uma nova visão política é necessária para que o inchaço das administrações públicas e casas legislativas em todo o País permitam aos detentores do poder trabalhar de forma efetiva em favor de toda a população e não apenas de grupos com ideias afins. Para atingirmos um estágio superior, administradores públicos e legisladores precisam abandonar a visão de que a política existe apenas para o benefício pessoal e de seus apoiadores.

A administração federal, com quase 40 ministérios, está inchada e precisa ser desidratada, o que precisa ocorrer também nas casas legislativas. Só assim será possível um melhor acompanhamento das ações públicas, além da respectiva economia aos cofres públicos. Com uma máquina melhor, os órgãos de controle conseguirão, de forma efetiva, fiscalizar e detectar a corrupção, o superfaturamento e os desvios que hoje são facilmente praticados. Em contrapartida, apenas uma pequena parte das ilegalidades são descobertas e punidas.

Além disso, a partir do momento em que a política deixar de ser vista como profissão é que será possível mudar o perfil dos detentores de cargos eletivos. Os inúmeros benefícios hoje existentes, principalmente no Congresso Nacional, os quais não contemplam o trabalhador comum, precisam ser revistos. Cada parlamentar (senador ou deputado, inclusive estadual) custa muito aos cofres públicos e o dinheiro sai do dinheiro dos impostos, taxas e tributos pagos por cada brasileiro. E falta dinheiro para a necessária melhora da Saúde e da Educação públicas, principalmente.

Por fim, uma reforma tributária é premente. Ela permitiria ao setor produtivo brasileiro retomar os trilhos do desenvolvimento, investindo no aumento da produção, que levará ao incremento das contratações e elevação da carga salarial. Hoje, no Brasil, a maioria paga mais do que deveria e poucos menos do que seria desejável. A sonegação bate recorde e tira dos que mais precisam verbas necessárias para a melhoria da condição de vida. O brasileiro paga muito em impostos. E paga mal. A justiça tributária poderia elevar a arrecadação e diminuir a carga dos que produzem. Como se pode ver, para que se processe uma mudança onde o Brasil deixe de ser um mero -- e eterno -- emergente é necessária vontade política para que se implementem as reformas necessárias. Por isso, no limiar de 2014, cabe ao eleitor pesar bastante as questões e, em outubro, buscar com seu voto a mudança que se espera no poder público brasileiro.

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