Deus quer trabalhar sua economia em nós
A vida esperança mencionada por Pedro em sua primeira epístola (1 Pe 1:3) é obtida por meio de sermos co-participantes da natureza divina (2 Pe 1:3-4), o que ocorre quando permitimos que ela seja totalmente trabalhada em nossa natureza humana. O resultado disso é a expressão de Deus em nós (vs. 5-7). Precisamos crescer totalmente em vida para sermos iguais ao que Deus é, em vida e natureza, mas sem a Deidade. Esse é o encargo da Segunda Epístola de Pedro.
No versículo 1 lemos: ‘Aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo’. A fé que obtivemos é preciosa, mas talvez ainda seja para nós uma fé objetiva, por isso, o Senhor deseja que ela seja trabalhada em nosso interior e se torne nossa fé subjetiva. Em Timóteo 1:4 lemos: ‘Nem se ocupem com fábulas e genealogias, sem fim, que , antes, promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé’. O termo ‘serviço’, pode ser traduzido por ‘dispensação’ e também significa ‘economia doméstica’ (Ef 1:20, 3:9). Essa dispensação é uma administração econômica. Refere-se, portanto, á economia de Deus. Algumas pessoas quando lêem a Bíblia, conseguem tirar dela apenas fábulas e genealogias sem fim tão somente para promover discussões. O propósito de Deus, no entanto, é que Sua economia, que equivale á fé objetiva, seja trabalhada em nosso interior não no âmbito do conhecimento nem das dissensões, mas na esfera da nossa fé, isto é, pelo nosso ato de crer.
Um exemplo claro disso está registrado em João 7 quando o Senhor Jesus levantou-Se e proclamou dizendo:
‘No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seus interior fluirão rios de água viva’.(vs. 37-38). Ele disse: ‘Quem crer em mim’.
Esse crer é o ato de receber, que denota, portanto, a fé subjetiva. Essa fé é a nossa reação para com Deus é infundido em nós por meio da Palavra e pelo Espírito.
Em 2 Pe 1:1 lemos: ‘Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo’.
Primeiramente obtivemos a fé objetiva, que implica nosso crês em Cristo, tomando Sua pessoa e obra redentora como objeto da nossa fé. Quando ouvimos sobre as coisas nas quais devemos crê, a fé subjetiva é gerada em nosso interior. Em outras palavras, todo o conteúdo da fé objetiva, que é a economia neotestamentária de Deus, se torna subjetiva para nós em nossa experiência. Podemos dizer que a fé subjetiva é reação ao trabalhar da fé objetiva em nosso interior.
Igreja em Franca. Rua Carmem Irene Batista
Ponto-chave: O mundo da sobrevivência nos faz esquecer Deus
Pergunta: Mencione, à luz da sua experiência, o que é ter sido buscado dos lugares de onde Deus tirou Abraão.
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