Delfinópolis faz campanha para construção de ponte; fim da balsa


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Veículos são transportados em balsa de Delfinópolis (MG). Campanha na cidade quer construir ponte para atravessar Rio Grande
Veículos são transportados em balsa de Delfinópolis (MG). Campanha na cidade quer construir ponte para atravessar Rio Grande

No sul de Minas, Delfinópolis tem 150 cachoeiras, trilhas e um cenário paradisíaco proporcionado pelo Rio Grande que atrai milhares de turistas todos os fins de semana e, principalmente, nos feriados prolongados. Distante cem quilômetros de Franca, o acesso ao município ocorre por meio de balsas, mas o que antes era sinônimo de turismo, tem se tornado um empecilho para os próprios turistas e moradores. Devido a grande demanda de motoristas que realizam a travessia, se tornou comum a formação de longas e demoradas filas e clara a necessidade de uma ponte no local.

Diante do apelo da população e de visitantes nesse sentido, o vereador delfinopolitano Mauro César de Assis (PDT) lançou uma campanha em prol da construção da ponte. O movimento está na internet e começará nos próximos dias a pedir a adesão de moradores das cidades vizinhas, inclusive de Franca, e também dos turistas que escolherem a cidade para passar as festas de fim de ano por meio de assinaturas. “A nossa meta é alcançar dez mil assinaturas para que possamos protocolar esse pedido, com ajuda de deputados, junto a presidente Dilma”, disse o vereador, que trabalha como motorista autônomo e todos os dias utiliza a balsa. “Elas são um atraso para a cidade. Não conseguimos atrair empresas e por isso muitos que nasceram aqui vão embora. Delfinópolis está se tornando uma grande produtora de grãos e banana e a falta da ponte dificulta o escoamento da produção.”

Segundo ele, além da perda de tempo ocasionada pela balsa, a existência desse sistema encarece em até 30% todos os produtos vendidos na cidade devido a cobrança de R$ 14 para a travessia (pagos no percurso de saída da cidade).

Acesso
Inundada por Furnas em 1956, Delfinópolis só tem acesso por estrada asfaltada até a balsa. As outras duas entradas são por estradas de terra e aumentam a distância de Franca em, no mínimo, 30 quilômetros.

À frente da Prefeitura pela segunda vez, o prefeito Pedro Paulo Pinto (PMDB) também é favorável a construção da ponte, porém diz ser “um sonho” e que no momento batalha junto as autoridades estaduais e federais para conseguir o equipamento com capacidade para 60 veículos. As três balsas existentes hoje fazem, juntas, a travessia de 35 carros pequenos. “É inadmissível um turista esperar seis horas na fila para chegar na cidade. Ele vem uma vez e não volta mais. Já fiz seis ofícios com deputados e até com a presidente da República. De imediato agora é a balsa maior, pois estamos sendo prejudicados”, afirmou o prefeito.

Município
De acordo com o prefeito Pedro Paulo Pinto, a responsabilidade de manutenção das balsas é da empresa Furnas, ficando a Prefeitura somente a cargo do abastecimento e do pagamento de funcionários. “Diferente do que muitos pensam, a balsa não dá lucro. Arrecadamos em média R$ 120 mil mensais, mas R$ 100 mil são despesas.”

Segundo balanço da Prefeitura de Delfinópolis, passam pela balsa por mês entre 10 mil e 12 mil veículos.

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