Os grupos de escoteiros acabam por se fundir em grandes famílias. Pelo menos é isso que afirma o professor universitário Diovani Vandrei Alvares, de 30 anos, 23 deles como escoteiro. A história dele comprova a tese que tanto defende. Diovani entrou para um grupo de escoteiros aos 7 anos, na cidade de Jales, onde morava, ainda Lobinho. Depois dele a irmã e os pais também ingressaram no movimento. “Eles viram como estava evoluindo em vários aspectos e quiseram participar. A família inteira num só movimento”, disse.
O jovem ficou no mesmo grupo até os 17 anos, passou no vestibular para o curso de direito, na Unesp de Franca, mas não abandonou o escotismo. Se inteirou sobre grupos que funcionavam na cidade - na época haviam dois; e ele optou pelo mais próximo da república onde morava, o Franca do Imperador. Nunca mais saiu do grupo. De escoteiro passou a guia e hoje é chefe.
De acordo com ele, o mote maior do escotismo - aprender fazendo - foi um dos motivos que o fez ficar no grupo, mas não o único. “A vivência prática, o sistema de patrulha, o contato com a natureza, a cortesia, o companheirismo e a lealdade, posso dizer, foram valores importantes na minha formação e enfatizados na minha vida através do Movimento Escoteiro.”
Quase toda a vida do professor universitário foi como escoteiro e a prática acabou por se tornar filosofia de vida. Hoje ele diz que não se imagina sem praticar o escotismo. “O que me motiva a ir todos os sábados é a amizade demostrada pelos jovens e adultos voluntários do Grupo Escoteiro Franca do Imperador. Minha vida fica bem melhor com eles presentes”, disse.
Vínculos
Diovani teve prova dessa amizade recentemente. No ano passado ele teve um sério problema de saúde e foi internado na cidade de São José do Rio Preto. Após um mês no hospital, quando foram autorizadas as visitas, Diovani foi surpreendido com a visita de uma van repleta de amigos escoteiros. Ele disse que foi gratificante recebê-los. “Uma van cheia de chefes escoteiros que foram todos me visitar com sorrisos nos rostos e mensagens de esperança. Foi um conforto para mim e me ajudou a ter ainda mais certeza de que o escotismo é realmente uma grande família.”
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