Mesmo próximo do fim, o ano de 2013 ficará marcado na memória dos trabalhadores da Cooperfran (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Franca). O motivo são os prejuízos causados à cooperativa este ano que atingiram diretamente a vida dos cooperados e suas famílias. Em julho, assaltantes levaram R$ 16 mil correspondentes às quinzenas dos trabalhadores e, em novembro, um incêndio destruiu a máquina responsável pela triagem de lixo. Ambos os casos, irão contribuir para a cooperativa fechar o ano “no vermelho”.
Atualmente, 40 pessoas dependem diretamente do trabalho e, consequentemente, dos R$ 400 que recebem a cada quinzena. Diante das dificuldades, os cooperados pedem ajuda à população. “Não temos ainda nenhuma novidade tanto do roubo quando do incêndio. Tivemos que comprar outra esteira com urgência, porque não podemos acumular recicláveis. Com isso, tivemos que fazer uma dívida de R$ 9 mil para comprar outra e também um empréstimo para pagar o pessoal, porque o dinheiro que seria destinado a isso foi roubado.Ultimamente estamos no vermelho mesmo e, pra ser sincera, o que estamos mais precisando é de cesta básica,” disse a secretária da cooperativa, Adriana Aparecida de Sousa.
A doação de alimentos e cestas básicas podem ser entregues na cooperativa, localizada na avenida Santos Dumont, 5.665, no Distrito Industrial, onde ficava a Colifran. Ela funciona de segunda a sexta-feira, das 7 horas às 16h30.
Famílias
O manobrista Luiz Antônio da Silva, 57, vive exclusivamente do salário da cooperativa e lamenta os prejuízos e suas consequências. “Está bem difícil, viu? Temos lutado muito para ver se conseguimos reorganizar as coisas. Ganhamos pouco e achamos que ia conseguir melhorar no fim do ano, mas não vai dar. Tenho minha família para cuidar e sustentar. Com tanta dificuldade, temos que ter o pé no chão e priorizar as coisas para conseguir, pelo menos, passar o mês.”
Luta
Mesmo enxergando 2013 como um ano de tragédias, os trabalhadores da Cooperfran nunca pensaram em desistir. Segundo a presidente da cooperativa, Diana Angélica Bastos Guedes, o ano realmente foi difícil, mas a luta não pode parar. “A gente não contava com esses imprevistos, só que estamos aqui lutando para não perder o nosso do mês, porque o do Natal já foi. Nunca vi uma força tão grande. Mesmo com tantos prejuízos que tivemos do meio do ano para cá, continuamos unidos e pedindo força a Deus”.
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