Trezentos reais. Este é o valor do abono que o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) vai dar aos servidores públicos municipais. O valor, abaixo do esperado, indignou a categoria. O pagamento está previsto para o dia 15 de janeiro. Projeto prevendo o benefício foi protocolado no fim da tarde de ontem e a Câmara usará o “jeitinho francano” para fazer a votação na sessão extraordinária desta sexta-feira.
O Regimento Interno prevê a convocação da reunião com 48 horas de antecedência. Se for para seguir a regra, a análise da concessão do abono pelos vereadores, que não consta da relação de projetos, só poderá ser feita a partir de sábado. “Vou propor ao plenário que seja aberto um precedente regimental. Se tiver a concordância de todos e um parecer jurídico favorável, faremos a votação amanhã (hoje)”, disse o presidente Jépy Pereira (PSDB). É provável que haja concordância, já que ele também pretende apresentar uma emenda concedendo o benefício para todos os servidores da Câmara, inclusive assessores.
A aprovação é o de menos. O que está pegando é o valor proposto. “Eu apresentei um requerimento pedindo ao prefeito que concedesse um abono semelhante ao que foi dado em 2011. O salário dos servidores está defasado e é hora de reconhecer o valor de todos, mas, infelizmente, o valor ficou abaixo do que eu acreditava ser possível”, disse o vereador Laercinho (PP).
No dia 27 de dezembro de 2011, o então prefeito Sidnei Rocha (PSDB) antecipou o pagamento dos salários do mês aos servidores. Junto com a folha, foi depositado um abono de R$ 1 mil. A categoria esperava que o valor fosse mantido, pois Alexandre assumiu uma Prefeitura sem dívidas e com dinheiro no caixa.
Ainda na tarde de ontem, inúmeros servidores usaram as redes sociais para criticar o prefeito. “Isto não é abono, é esmola”, escreveu um deles. Outro fez ironias entre o valor e a bolacha Bono. O Sindicato da categoria também protestou. “Estamos indignados. O valor está muito aquém do merecimento e das necessidades dos trabalhadores, que se esforçaram muito para colaborar com a administração. Temos certeza que era possível dar um abono melhor”, disse o presidente, Luiz Fernando Nascimento.
As críticas forçaram Alexandre a também usar as redes sociais para se justificar. “Há problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Estamos bem no limite do que a lei nos permite aplicar em pagamento de funcionários”. A sessão que decidirá sobre o projeto acontecerá nesta manhã.
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