A breve chuva que caiu na tarde de ontem foi o suficiente para desestabilizar um treminhão de 35 toneladas e causar um gravíssimo acidente. Segundo uma análise preliminar da Polícia Científica, no km 417 da rodovia Cândido Portinari, antes do trevo de Jeriquara, o motorista Aparecido Donizete Sabino, 49, perdeu o controle na saída de uma curva e capotou o veículo. Ele vinha de Sacramento rumo a Santa Rosa do Viterbo.
No sentido contrário trafegava o caminhão dirigido por Claro Daniel de Barros Garcia, 54. Ele não foi capaz de evitar a colisão. O choque matou os dois motoristas na hora. Um Fiorino de Cristais Paulista ainda bateu na caçamba caída do treminhão, porém o lavrador Ademir Borges da Silva, 44, se salvou. Ele foi socorrido com suspeitas de fraturas até a Santa Casa de Franca.
A colisão aconteceu pouco antes das 16 horas e provocou cerca de 6 quilômetros de congestionamento. As cargas dos dois veículos ficaram espalhadas pela rodovia, em meio aos destroços. O treminhão estava carregado de cavaco de madeira de eucalipto, uma espécie de serragem usada para o aquecimento de caldeiras industriais. Já o caminhão menor transportava sacas de malte.
Dois tratores e duas escavadeiras auxiliaram na limpeza da rodovia, que demorou para ser liberada pois um guincho do DER (Departamento de Estradas e Rodagem) estava com defeito. O guincho de uma empresa particular chegou ao local apenas duas horas depois da colisão.
Com a demora para a liberação da rodovia, um congestionamento começou a se formar. A Polícia Rodoviária utilizou uma pequena estrada de terra como alternativa, porém era preciso controlar e racionar o fluxo devido ao grande número de veículos. As reais causas do acidente só serão esclarecidas depois que o perito criminal da Polícia Científica concluir seu laudo pericial. A Polícia Civil de Cristais Paulista será a responsável pelo inquérito.
Violência
A violência do impacto entre os caminhões foi tão grande que os bombeiros demoraram cerca de uma hora e meia para completar a remoção dos dois corpos, que se misturaram às ferragens das cabines. Em um dos casos, foi necessário o auxílio de duas retroescavadeiras para abri-la. Em seguida, os bombeiros precisaram utilizar um cortador hidráulico e só então o corpo da vítima, desmembrado em razão do choque entre os veículos, foi recolhido.
Agentes funerários de Franca levaram os corpos até o IML (Instituto Médico Legal) da cidade. Depois da autópsia, ambos foram liberados para suas respectivas famílias.
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