Em dezembro, é comum fazer levantamento de nossas vidas no decorrer do ano que se encerra e projetar, para o que vai se iniciar, metas a serem atingidas. É prática salutar. F
Fecha-se um ciclo e isso nos faz reflexivos. É sim, o momento de levantar o tradicional balanço dos lucros e das perdas, seja no plano pessoal, profissional ou familiar.
Algumas vezes, o resultado não é o esperado por nós. A vida não é feita apenas de alegrias e realizações. Longe disso.
Todos passamos por angústias, perdas de entes queridos, tribulações, adversidades, lutas, traições, frustrações etc. Ninguém viaja a vida toda com ‘céu azul de brigadeiro’.
Fundamental é não nos atermos apenas às tempestades vividas, mas examinarmos como as enfrentamos, que atitudes tomamos no momento da dificuldade.
Sobre isso, o apóstolo Paulo, em sua imensa sabedoria teológica, legou-nos uma pérola incomensurável: ‘Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos’.
Portanto, mais importante até do que ficar remoendo o passado é projetar o futuro, porém, sem ficar adstrito apenas a metas puramente materiais, como perder peso, mudar de emprego, comprar uma casa ou carro novo etc., que são também louváveis e merecem, sim, a nossa dedicação.
Mas, o fundamental, é projetar mudanças no plano espiritual, aprender a colocar o coração naquilo que verdadeiramente conta, pois são esses os projetos mais relevantes e significativos, como, por exemplo: liberar o verdadeiro perdão, ser fraterno, solidário, conter o egoísmo, a inveja, a soberba, aprender a renunciar para estabelecer um relacionamento saudável com você mesmo, com o próximo e, principalmente, com o Criador.
Evidente que não são tarefas fáceis, mas devemos nos empenhar. A todos, desejo um Santo Natal e grandes realizações em 2014.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
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