O assunto é tratado com sigilo em um certo palácio da avenida Presidente Vargas para não causar ainda mais desgaste ao governo municipal. O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) se articula para desapropriar um imóvel no Jardim Petraglia por R$ 3,5 milhões. O alvo é o prédio onde funciona o espaço de eventos Dom Pedro. Ele quer instalar o depósito de merenda escolar lá. A compra deve ser feita por decreto.
Vereadores acham o preço salgado e dizem ser contra, mas, eles mesmos deram o cheque em branco, ou o cartão de crédito ‘no limits’ ao prefeito. O imóvel tem 1,6 mil metros quadrados de área edificada e fica na avenida Dom Pedro. Cópias de um laudo de avaliação foram distribuídas aos vereadores ontem. No começo da semana, o prefeito se reuniu com a base aliada para falar de suas intenções.
O investimento milionário na construção de um depósito para guardar merenda causa espanto. Para quem já se esqueceu, a prefeitura pagou R$ 1,7 milhão no prédio do esqueleto e gastará pelo menos outros R$ 9 milhões nas obras de reforma. O imóvel tem cinco andares e será a futura sede da Secretaria de Educação, a responsável pela mesma merenda que o prefeito quer guardar em outro lugar. Os vereadores estão esperneando. Alexandre não depende de autorização legislativa para fazer a desapropriação. A situação poderia ser diferente. Em outubro, a Câmara permitiu ao prefeito fazer mudanças de R$ 34,8 milhões no orçamento fiscal. A justificativa era garantir o pagamento da folha de dezembro e o 13º salário dos servidores.
Um dos artigos, porém, autorizava a aplicação de R$ 3,5 milhões na compra de imóvel. Aparentemente, ninguém leu. Se leu, não deu importância. Agora, só resta lamentar.
Será que é o que eu estou pensando? Placas de cobre referentes a obras do ‘governo anterior’ com os nomes do ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e da então secretária Valéria Marson (PSDB) foram jogadas, ontem cedo, na praça do Jardim Pinheiros II. Haviam sido confeccionadas para marcar as inaugurações da abertura da avenida Alagoas e dos serviços de combate a enchentes. Moradores vizinhos disseram que a desova das placas foi feita pelo motorista de uma Kombi branca com tarja na lateral. Conheço alguns veículos com estas características...
Padrinho Marco: A construção de um viaduto no cruzamento das avenidas IsmaelAlonso Y Alonso com a Champagnat é apenas projeto, sem previsão para sair do papel. Mas, o batismo está garantido. O viaduto deverá se chamar Osvaldo Bernardini Coral. Proposta sugerindo o nome, apresentada por Marco Garcia (PPS), foi protocolada na Câmara e espera a vez para ser votado. Coral trabalhou como inspetor fiscal de rendas por 22 anos. Morreu de infarto em julho de 2008, aos 52 anos.
Elegantes e Personalidades: Mauro Menezes Pizzo e Américo Pizzo Júnior, filhos da colega Patrícia, vão virar nomes de ruas no Jardim Santa Lúcia. As homenagens, propostas por Nirley de Souza (DEM), serão votadas pela Câmara em sessão extraordinária convocada para esta sexta-feira.
‘Teje’ preso: Depois de 20 anos enrolando a contadora Isabel Cristina Rosa, o delegado e vereador Daniel Radaeli (PMDB), enfim, concordou em se casar. A união, que já existe na prática há tempos, será oficializada amanhã, apenas no cartório. A lua de mel será em alto estilo. O casal passará o Natal e o Ano Novo nos cassinos de Las Vegas. Amigos que ainda não fizeram as encomendas precisam se apressar. O embarque está marcado para segunda-feira.
Edson Arantes
jornalista - edson@comercildafranca.com.br
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