‘Ele foi covarde e psicopata’, diz fisioterapeuta baleado no Select


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Rogério Raddi em uma cama de hospital. Em recuperação, rapaz deu entrevista ao Comércio
Rogério Raddi em uma cama de hospital. Em recuperação, rapaz deu entrevista ao Comércio

O semblante feliz e descontraído do fisioterapeuta Rogério Raddi dos Santos, 33, escondia o terror vivido por ele na madrugada da última terça-feira. Na ocasião, o rapaz quando foi alvo de seis tiros enquanto tomava um suco e comia um lanche no pátio do Posto Select da avenida Ismael Alonso y Alonso. Ontem, em um quarto da Santa Casa de Franca, Raddi recebeu a equipe do Comércio e relatou o que aconteceu naquela noite. Além disso, ele disse o que espera da polícia daqui para a frente. OUÇA AQUI A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

Antes de ser alvejado por projeteis, o fisioterapeuta se divertiu na tradicional casa de shows Morada do Capiau desde a noite de segunda-feira. Foi lá que ele teve o primeiro contato com o homem que tentou matá-lo horas depois. “Antes de atirar em mim, ele e outro rapaz foram tirar satisfação porque eu esbarrei em alguém da turma deles”, lembrou Raddi. “Quem conhece (a Morada do Capiau) sabe que lá é muito apertado. E eu sou grande, pô. Esbarro em muita gente mesmo, mas sem a intenção de ofender e muito menos de arrumar briga”, esclareceu.

Depois que o show sertanejo acabou, o fisioterapeuta pegou seu carro e foi sozinho à loja de conveniência do posto beber um suco e comer um lanche antes de retornar à sua residência. No local, Raddi foi abordado pelo grupo do atirador enquanto se alimentava. Ele estava próximo ao seu veículo, estacionado no pátio do Select e longe das bombas de gasolina por volta das 4h19. “Eles chegaram me perguntando o que foi que tinha acontecido lá em cima (na Morada do Capiau). Eu disse que não tinha a menor ideia do que estavam falando, mas mesmo assim pedi desculpas por qualquer coisa”, afirmou o fisioterapeuta.

“O cara (atirador) ainda pegou na minha mão, disse que estava tudo bem. Então fui entrar no meu carro e, quando virei, vi a arma apontada para mim. Na hora, tentei desviar, mas ele acabou me acertando (na parte superior ao olho direito). Esse tiro doeu muito e eu tentei correr, mas ele me acertou mais três vezes (no braço direito). Aí tudo ficou escuro e eu não me lembro de mais nada”.

Ao contrário do que as imagens gravadas pelo sistema de segurança do posto sugerem, os três indivíduos que chegaram em um Celta Branco no momento da ação não foram os autores dos disparos. A movimentação intensa ocorreu porque eles socorreram Rogério até a Santa Casa de Franca. A vítima afirmou que o veículo do indivíduo que tentou matá-lo era um Volkswagen Gol de cor cinza. O atirador está foragido.

Na Santa Casa, Rogério passou por procedimentos cirúrgicos para a retirada dos projéteis e deverá ser liberado amanhã. Ele garante estar tranquilo. “Confio no trabalho da polícia e sei que logo esse louco estará apodrecendo na cadeia”, relatou. “O cara foi um covarde. Essa é a definição que tenho dele. Um covarde e um psicopata. Só conheço ele de vista, das baladas, mas nunca conversei com ele. Não sei se o cara estava bêbado ou drogado, mas nada justifica um ato tão covarde”.

Investigação
Segundo o boletim de ocorrência da tentativa de homicídio, o principal suspeito atende pelo apelido de “Boca” e teria envolvimento com drogas no bairro Santa Rita. Mais detalhes, como a qualificação do indivíduo, não foram passados. A polícia crê que isso atrapalharia as investigações. Rogério deve depor oficialmente amanhã, ou seja, após estar recuperado e deixar o hospital da cidade.

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