Após levar 4 tiros, fisioterapeuta passa bem; polícia investiga caso


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Ainda durante a manhã, marcas de sangue podiam ser vistas no pátio do posto de combustível instalado na avenida Dr. Ismael Alonso e Alonso na madrugada de ontem
Ainda durante a manhã, marcas de sangue podiam ser vistas no pátio do posto de combustível instalado na avenida Dr. Ismael Alonso e Alonso na madrugada de ontem

A noite do fisioterapeuta Rogério Raddi dos Santos, 33, terminou de maneira brusca e violenta ontem. Envolvido em uma discussão enquanto bebia cerveja no pátio do Posto Select, localizado na avenida Dr. Ismael Alonso y Alonso, o morador do Jardim Lima foi alvo de seis disparos. Quatro o atingiram. Ele foi socorrido e levado à Santa Casa de Franca.

O hospital informou que três projéteis atingiram seu ombro direito, enquanto que o último acertou de raspão a parte superior de seu olho direito, rasgando seu couro cabeludo. Até o fechamento desta edição, Santos estava estável, lúcido e seguia internado sob observação.

As gravações feitas pelo sistema de segurança do posto de abastecimento foram disponibilizadas ao Comércio da Franca. Elas revelaram que o autor dos disparados chegou no local às 4h07 em um Celta Branco. Acompanhado de outros dois indivíduos, o atirador ficou bebendo cerveja e conversando com algumas pessoas que estavam na área. O grupo ficou fora do campo de gravação das câmaras por minutos, mas reapareceu às 4h19, correndo em direção ao ponto onde estava Rogério. Em nenhum momento o fisioterapeuta apareceu nas imagens, porém testemunhas ouvidas pela polícia revelaram que ele estava bebendo sentado em um local no pátio do posto, longe das bombas de gasolina e próximo da avenida.

A sequência da gravação mostra o grupo do atirador discutindo entre si, próximo ao Celta. Posteriormente, dois dos indivíduos voltam correndo ao local onde estava o fisioterapeuta. Nesse momento, o atirador entra no veículo, vai até o ponto da confusão e descarrega seu revolver em Rogério. Em seguida, ele foge sozinho, abandonando seus dois companheiros. Eles,no entanto, desapareceram do local. Aproximadamente sete minutos depois chegou a primeira viatura da PM.

De acordo com os primeiros relatos oficiais, Rogério e o homem que tentou matá-lo se conhecem. À PMs, o fisioterapeuta afirmou que conhecia o atirador apenas pelo apelido de “Boca” e que ele seria residente na Vila Santa Rita.

O caso é investigado pelos agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca, que trabalha para encontrar “Boca” e seus dois companheiros. Ainda não se sabe o que motivou a discussão e, consequentemente, a tentativa de homicídio. Há informações de que “Boca” teria envolvimento com tráfico de drogas na Santa Rita e que estaria em condicional. A Polícia Civil, no entanto, não confirma nenhuma informação sob a alegação de poder atrapalhar as investigações sobre o caso. 

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