Permitir que o espírito sature nossa alma
Hoje, na vida da igreja, estamos vivendo a era da salvação de nossa alma, que precisa ser saturada pelo Espírito. É possível perceber o quanto ela está preenchida pelo Espírito quando os pensamentos são um com os de Deus quando a emoção é segundo Deus, isso é quando nosso prazer, pois olhou para o fruto, e assim sua concupiscência foi provocada (Gn 3:6).
Quando permitimos que o Espírito sature nossa alam, as concupiscências já não tem lugar em nós. Alguém com esse tipo de disposição, já não tem apreço ao que é bonito em detrimento do feio; pelo contrário, procura o que satisfaz ou não a Deus. Com relação às vestes, não precisamos nos vestir para ficar competindo com os outros, mas devemos fazer as coisas segundo o que Deus aprova. Se nosso prazer e gosto forem segundo Deus, nossa mente e nossa vontade também serão segundo o que Ele determinou.
Essa é a obra do Senhor em nós.
Lembremo-nos de que, na segunda vinda do Senhor, quando estabelecer o Seu tribunal, Ele julgará se nossa alma foi ou não saturada pelo Espírito. Uma característica de alguém que tem o Senhor, abre-Lhe todo o seu ser invocando o Seu nome de maneira real(2 Tm 2:22), de modo a tocar o Espírito da vida se moverá nessa pessoa e ela crescerá em vida e será transformada dia a dia.
Conforme o que Pedro escreveu em sua primeira epístola os que ganharem a salvação completa receberão louvor (1:7). O louvor diz respeito à aprovação diante do tribunal; a glória está ligada a estar no reino milenar; e a honra está relacionada a administrar esse reino.
Todas essas coisas pertencem ‘a fé’. Deus quer fazer com que elas sejam trabalhadas para dentro de nós, mas para isso é necessário que estejamos no Espírito, onde o conteúdo da fé objetiva é colocado em nossa fé subjetiva.
Ainda sobre a fé, precisamos dar especial atenção à questão de nossa alma. A morte de Cristo pôs fim ao pecado, e Sua ressurreição nos garantiu a justificação (Rm 4:25). Essa obra redentora nos assegura que não seremos julgados segundo nossa natureza maligna, pois do contrário, já estaríamos mortos. Todos nós pecamos e carecemos da glória de Deus (3:23). Ele, porém preferiu salvar-nos.
A exemplo disso, Deus pediu a Abraão que ofertasse seu único filho, o filho a quem amava, mas por fim, Isaque foi poupado (Gn 22:12-13). Deus, entretanto, não poupou Seu único Filho; antes O deu para que morresse por nós. Por nossa causa Ele derramou Seu sangue para tratar com nossos pecados (Rm 5:10), morreu na cruz e ressuscitou, tornando-se o Espírito que dá vida (1 Co 15:45). Tudo isso está em ‘a fé’, que está sendo trabalhada para dentro de nossa fé subjetiva assim como ocorre numa câmera foto gráfica. O click que damos faz com que a imagem que está fora dela seja colocada para dentro. O mesmo deve suceder continuamente com respeito à fé, até que um dia a fé subjetiva seja totalmente igual á fé objetiva. Louvado seja o Senhor!
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